Portugal terá segundo turno presidencial histórico após 40 anos de decisões no primeiro turno Disputa pelo Palácio de Belém será definida em 8 de fevereiro entre António José Seguro (PS) e André Ventura (Chega), marcando um novo cenário político no país.
Disputa pelo Palácio de Belém será definida em 8 de fevereiro entre António José Seguro (PS) e André Ventura (Chega), marcando um novo cenário político no país.

Pela primeira vez em quatro décadas, os eleitores portugueses voltarão às urnas para um segundo turno em eleições presidenciais. Após a votação realizada neste domingo (18), nenhum dos candidatos obteve a maioria absoluta necessária para encerrar o pleito. A rodada decisiva, marcada para o dia 8 de fevereiro, colocará frente a frente o candidato do Partido Socialista (PS), António José Seguro, e o líder do Chega, André Ventura.
O Resultado das urnas
Com a apuração concluída, os números confirmaram a fragmentação do eleitorado português e o crescimento da polarização no país:
António José Seguro (PS): 31,13%
André Ventura (Chega): 23,49%
João Cotrim Figueiredo (IL): 15,99%
O resultado marca o fim de uma tradição política iniciada há 40 anos, período no qual todos os presidentes foram eleitos logo na primeira volta.
Discursos e reações
Logo após a confirmação do cenário, os dois finalistas se pronunciaram. António José Seguro adotou um tom de união, convocando “democratas e progressistas” para barrar o que chamou de “discurso de ódio e discriminação”. Já André Ventura celebrou a passagem histórica da extrema-direita ao segundo turno, afirmando que o resultado representa o desejo de mudança no sistema político português.
Diferente de sistemas presidencialistas puros, como o do Brasil, Portugal adota o semipresidencialismo. Embora o Primeiro-Ministro chefie o Poder Executivo no dia a dia, o Presidente da República desempenha papéis cruciais como Comandante Supremo das Forças Armadas, capacidade de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições em crises políticas e poder de barrar leis e destituir o governo em circunstâncias extremas.
O novo eleito sucederá Marcelo Rebelo de Sousa, que deixa o cargo após dez anos e dois mandatos consecutivos, limite máximo permitido pela Constituição portuguesa.




