Partido dos Trabalhadores recorre à Justiça para impedir homenagem a adversários no Carnaval.
A discussão sobre a presença de homenagens a figuras políticas em desfiles de Carnaval não é algo novo no Brasil. Em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores reagiu a uma alegoria da escola de samba Leandro de Itaquera, que fazia referência a políticos ligados à oposição em meio ao clima pré-eleitoral.
O enredo oficial da escola tratava das “festas populares que surgem das águas”, mas utilizava como tema central as obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê realizadas na gestão estadual. No último carro alegórico, foram incluídas referências aos então pré-candidatos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, à época prefeito da capital paulista e governador do Estado, além de um busto do ex-governador Mário Covas, falecido em 2001.
Frente à exibição, membros do PT criticaram o desfile e questionaram o uso de recursos públicos para o que consideraram como uma promoção pessoal de autoridades. O vereador Arselino Tatto (PT-SP) entrou com um pedido judicial para impedir que o carro alegórico com referências a Serra e Alckmin desfilasse na avenida, alegando que era uma “promoção pessoal de políticos e autoridades” financiada com verba pública. Naquele ano, a Prefeitura de São Paulo destinou cerca de R$ 300 mil a cada escola de samba do Grupo Especial.
Esta notícia sobre a ação do PT para barrar homenagens a opositores no Carnaval foi veiculada inicialmente no Conexão Política.




