Polícia Federal solicita ao STF extensão de prazo para investigar esquemas fraudulentos no Banco Master

 Polícia Federal solicita ao STF extensão de prazo para investigar esquemas fraudulentos no Banco Master

Polícia Federal deve pedir ao Supremo Tribunal Federal prorrogação de inquérito sobre Banco Master

A Polícia Federal deve solicitar ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação do inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador Daniel Vorcaro.

O prazo atual das investigações termina na próxima segunda-feira (16). No entanto, o volume de materiais apreendidos e perícias ainda em andamento deve embasar o pedido para ampliar o período de apuração.

Grande volume de dados ainda precisa ser analisado

Segundo investigadores, há uma quantidade significativa de documentos, arquivos digitais e aparelhos eletrônicos que ainda precisam passar por análise técnica.

Para acelerar o processo, celulares e dispositivos apreendidos no caso foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde equipes especializadas estão realizando a extração de dados e perícias.

Estimativas apontam que entre 70 e 80 celulares ainda estão pendentes de análise.

Investigação já havia sido prorrogada

Em janeiro deste ano, o ministro Dias Toffoli, que era relator do caso na época, já havia autorizado uma prorrogação do inquérito por mais dois meses.

Atualmente, o processo está sob responsabilidade do ministro André Mendonça, que deverá analisar o novo pedido da Polícia Federal.

A expectativa de investigadores é que o prazo seja ampliado por pelo menos mais 60 dias, permitindo a conclusão das diligências pendentes.

Ex-banqueiro está preso

O empresário Daniel Vorcaro está preso desde o último dia 6 na Penitenciária Federal de Brasília.

Ele é apontado como figura central nas investigações que apuram possíveis fraudes financeiras e movimentações suspeitas relacionadas ao Banco Master.

De acordo com o regimento do STF, após a abertura de um inquérito, a Polícia Federal tem inicialmente 60 dias para reunir provas, realizar depoimentos e conduzir diligências necessárias para esclarecer os fatos.

Com a complexidade do caso e o volume de material apreendido, a tendência é que o Supremo autorize a ampliação do prazo para conclusão das investigações.

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