TSE irá avaliar a suspensão de pesquisa sobre Flávio Bolsonaro determinada por Nunes Marques
Nesta terça-feira (9), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) irá discutir a decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel, a qual envolve o senador Flávio Bolsonaro.
A decisão foi motivada por uma representação do Partido Liberal (PL), que levantou dúvidas sobre a metodologia utilizada na pesquisa. O partido argumentou que algumas perguntas feitas aos entrevistados foram elaboradas de forma a prejudicar a imagem do senador, especialmente em relação ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
Em sua avaliação, Nunes Marques observou indícios de possível manipulação nas respostas e decidiu que a pesquisa deveria ser removida dos canais oficiais do instituto até que o plenário do TSE examine o mérito da questão. O ministro ressaltou que as pesquisas eleitorais devem servir para informar e não para funcionar como ferramentas de propaganda política indireta.
O assunto gerou grande repercussão em todo o país, pois envolve um nome relevante do setor conservador na corrida presidencial de 2026 e ocorre sob a nova presidência de Nunes Marques no TSE.
O desfecho desse julgamento será monitorado atentamente por partidos políticos, institutos de pesquisa e especialistas em legislação eleitoral, visto que poderá estabelecer diretrizes sobre os limites metodológicos para a realização de pesquisas de opinião no período pré-eleitoral.
Nos corredores de Brasília, analistas acreditam que a decisão da Corte servirá como um indicativo significativo sobre a postura que o TSE adotará em relação a assuntos delicados vinculados ao processo eleitoral de 2026, particularmente em tópicos relacionados à divulgação de informações e à equidade na competição política.
A AtlasIntel afirmou estar colaborando com as autoridades eleitorais e apresentou esclarecimentos sobre sua metodologia, expressando confiança na análise técnica realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Foto: Adriano Machado/Reuters e Reprodução / G1
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