Cinema São Luiz retoma programação permanente com sessões de quarta a domingo no Recife

Agenda inaugural reúne filmes brasileiros e internacionais, sessões gratuitas e pagas, debates e a abertura do Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano com exposição sobre a memória do cinema no estado

Cinema São Luiz tem sessões gratuitas e exposição sobre a história do audiovisual em Pernambuco – Divulgação

O Cinema São Luiz, no Recife, inicia oficialmente sua programação permanente, com sessões de quarta a domingo. A agenda da primeira semana reúne produções brasileiras e internacionais, sessões gratuitas, debates e filmes inéditos.

Além das exibições, o espaço passa a contar com uma visitação ao novo Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano (Cena), com fotografias, filmes, discos, partituras, equipamentos históricos, cordéis e reportagens televisivas da cultura do estado.

As sessões pagas mantêm a política de preços populares do Cinema São Luiz, custando R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). No entanto, parte da programação segue sendo gratuita.

Programação da semana

A programação tem início nesta quarta-feira (8), às 18h, com a exibição do documentário “Buenos Aires”, dirigido pela pernambucana Tuca Siqueira. O longa acompanha o cotidiano de uma professora de espanhol e apresenta personagens da cidade de Buenos Aires, na Zona da Mata de Pernambuco.

Na quinta-feira (9), também às 18h, será exibido o romance brasileiro “Quinze Dias”, do diretor Daniel Lieff. A obra aborda temas como descoberta da sexualidade, amor homoafetivo e amadurecimento.

Já na sexta-feira (10), às 18h, o público pode assistir o drama nigeriano “A Sombra do Meu Pai”, dirigido por Akinola Davies Jr. Ambientado durante a crise eleitoral da Nigéria em 1993, o filme acompanha dois irmãos ao longo de um único dia na cidade de Lagos.

O fim de semana conta com uma mostra de horror, clássico brasileiro e filmes pernambucanos. No sábado (11), a programação contará com três sessões:

  • 14h – Vicente na Cidade Fantasma, de Flávio Carnielli;
  • 16h – Mostra Panoramas do Horror no Nordeste, com três produções e debate após as exibições;
  • 18h – Papagaios, suspense brasileiro dirigido por Douglas Soares.

No domingo (12), as atividades começam às 14h com uma sessão do clássico “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha. Às 17h, serão exibidos o curta “Texas Hotel” e o longa “A Febre do Rato”, ambos dirigidos por Cláudio Assis. Para encerrar a programação da semana, “Quinze Dias” retorna à tela às 19h30.

Centro de Referência do Audiovisual (Cena)

Outra novidade é a abertura do Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano (Cena), localizado no segundo andar do Cinema São Luiz.

O ambiente abriga uma exposição permanente composta por parte do acervo do Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Mispe) com diversas produções do audiovisual pernambucano.

Entre os destaques estão uma linha do tempo sobre a história do cinema produzido em Pernambuco, passando pelo Ciclo do Recife, o Ciclo do Super-8 e a Retomada, além de registros da TV Universitária, partituras do maestro Nelson Ferreira e obras raras do estado.

O Cena também disponibiliza estações de pesquisa destinadas a pesquisadores e profissionais do audiovisual. O acesso ao material digitalizado do Mispe ocorre mediante solicitação prévia e agendamento com a administração do espaço.

O acervo reúne filmes, cartazes, entrevistas, cordéis e documentos históricos, incluindo registros de personalidades como João Cabral de Melo Neto, Cícero Dias, Ary Severo e Badia.

Sala Geraldo Pinho relembra os cinemas de rua

A nova estrutura do Cinema São Luiz também conta com a Sala Geraldo Pinho, espaço imersivo dedicado à memória dos cinemas de rua de Pernambuco.

Por meio de vídeos-instalação, os visitantes percorrem a trajetória dessas salas, desde o período de maior efervescência até o fechamento de grande parte delas, destacando os equipamentos que permanecem em funcionamento, como o próprio Cinema São Luiz.

O espaço homenageia o programador Geraldo Pinho, falecido em 2021, figura histórica do cinema pernambucano que costumava chamar o local onde hoje funciona a sala de “as entranhas do cinema”.

Redação

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