Recife testa rua compartilhada com limite de 20 km/h na Rua da Imperatriz a partir de setembro Projeto experimental prevê retorno da circulação de veículos, áreas para carga e descarga e embarque e desembarque no Centro do Recife
Projeto experimental prevê retorno da circulação de veículos, áreas para carga e descarga e embarque e desembarque no Centro do Recife

Informações do JC
A Rua Imperatriz, na área central do Recife, passará a funcionar sob o modelo de rua compartilhada a partir de setembro. A mudança, implementada em caráter experimental por meio de urbanismo tático, libera o tráfego de carros, motos e bicicletas na via, que receberá sinalização no piso e elementos físicos para organizar os diferentes fluxos de trânsito.
Regras de tráfego
O projeto foi alinhado entre a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), o Gabinete do Recentro e a Associação de Proprietários de Imóveis da Rua da Imperatriz (Impera). A nova configuração estabelece diretrizes operacionais para garantir a segurança de pedestres e condutores:
- Velocidade máxima: limite fixado em 20 km/h, com fiscalização a cargo da CTTU;
- Sinalização: instalação de balizadores para separar visualmente e fisicamente os fluxos;
- Carga e descarga: criação de três pontos exclusivos para operações de mercadorias;
- Embarque e desembarque: reserva de dois espaços para parada rápida de passageiros;
- Estacionamento: proibição de vagas para estacionamento ao longo da via nesta primeira etapa.
Plano de requalificação
A reabertura da circulação atende a um pleito da Impera apresentado durante o ato “Imperatriz Viva – Rua com Futuro”, no dia 19 de agosto. Representantes dos proprietários sustentam que a passagem de veículos é necessária para reintegrar a rua ao fluxo do entorno e atrair clientes ao comércio local.
Além do trânsito, a entidade defende a adoção de incentivos fiscais e diretrizes urbanísticas semelhantes às aplicadas na cidade de São Paulo. A intenção da associação é propor mecanismos para recuperar prédios históricos que se encontram desocupados ou subutilizados na região central.