Bruna Valente, conhecida como Bruhh Bonequinha, rompe o silêncio após morte de Sílvio: “Também fiquei viúva”

Companheira afirma ter vivido quatro anos e meio de relacionamento com o empresário, sendo quatro anos de convivência na mesma residência, e relata dificuldades após a morte enquanto busca na Justiça o reconhecimento da união estável

 Bruna Valente, conhecida como Bruhh Bonequinha, rompe o silêncio após morte de Sílvio: “Também fiquei viúva” Companheira afirma ter vivido quatro anos e meio de relacionamento com o empresário, sendo quatro anos de convivência na mesma residência, e relata dificuldades após a morte enquanto busca na Justiça o reconhecimento da união estável

Bruna Valente, Sílvio Souza e Isabel Cristina – Foto: Reprodução

Depois de meses em silêncio diante da repercussão da morte de Sílvio Souza e do feminicídio de Isabel Cristina, Bruna Valente, conhecida nas redes sociais como Bruhh Bonequinha, decidiu falar sobre uma história que, segundo ela, ficou fora da narrativa pública desde a tragédia: a relação de quatro anos e meio que mantinha com o empresário, sendo quatro anos de convivência sob o mesmo teto, e a situação em que afirma ter ficado após a morte do companheiro.

O caso ocorreu em 22 de março de 2026, no condomínio Le Parc, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Segundo reportagem publicada à época pela mídia, Sílvio matou Isabel a tiros e, posteriormente, tirou a própria vida. A publicação informou ainda que Isabel possuía medida protetiva contra o ex-companheiro e que os dois tinham uma filha de três anos.

Bruna afirma que preferiu não se manifestar naquele momento por estar emocionalmente devastada. Segundo ela, enquanto a repercussão do caso apresentava Isabel como a companheira de Sílvio, sua própria existência na vida do empresário acabou não sendo considerada.

“Eu não me pronunciei porque estava extremamente abalada. Eu tinha perdido uma pessoa que fazia parte da minha vida. Mas também fiquei viúva”, afirma Bruna.

De acordo com o relato, Bruna e Sílvio mantiveram um relacionamento durante quatro anos e meio, dos quais quatro anos foram de convivência na mesma residência. Ela afirma que mantinha com ele uma relação estável e que o empresário a apresentava publicamente como sua esposa. A relação, segundo ela, também envolvia a rotina familiar do empresário, que tinha três filhos.

Bruna conta que participava inclusive dos cuidados com a filha de Sílvio e Isabel quando a criança estava na residência onde ela vivia com o empresário. Segundo ela, apesar da existência de outras relações na vida de Sílvio, a convivência entre os dois era estável e duradoura.

Além da medida protetiva que já havia sido noticiada, Bruna afirma que Sílvio e Isabel também mantinham, antes da tragédia, uma disputa judicial relacionada à pensão alimentícia da filha. Segundo ela, havia um processo em tramitação envolvendo o tema, cuja documentação estaria entre os materiais que possui e que foram encaminhados à sua advogada.

O processo de pensão fazia parte do contexto jurídico que envolvia os dois antes da tragédia, juntamente com outras questões discutidas judicialmente. Bruna afirma que acompanhava parte desse período ao lado de Sílvio e que também possuía conhecimento e documentos relacionados ao processo.

A situação atualmente também é discutida na Justiça em razão do processo no qual Bruna busca o reconhecimento da união estável. Ela afirma possuir documentos, registros e outras provas que sustentam sua versão sobre a relação e que todo o material já está sob responsabilidade de sua advogada.

“Eu tenho todas as provas. Elas já estão com a minha advogada. Existe um processo em andamento e eu estou aguardando a Justiça reconhecer aquilo que eu vivi”, relata.

Além da disputa relacionada ao reconhecimento da união, Bruna afirma ter enfrentado dificuldades após a morte de Sílvio. Segundo ela, perdeu o acesso ao carro que utilizava e que afirma ter recebido do empresário como presente, ficou impedida de retornar ao local onde morava com ele e passou a enfrentar dificuldades financeiras.

O veículo atualmente integra o espólio de Sílvio, e a discussão apresentada por Bruna está relacionada ao direito que afirma possuir sobre o bem. Segundo ela, o automóvel estava registrado em nome de uma empresa e teria sido entregue a ela como presente anos antes. A questão deverá ser analisada no âmbito judicial, juntamente com os demais aspectos patrimoniais.

Para Bruna, porém, a questão não se resume ao patrimônio. Ela afirma que o momento mais difícil foi lidar simultaneamente com o luto e com a ausência de apoio que esperava receber da família de Sílvio.

“Além de perder uma pessoa que fez parte da minha vida durante quatro anos e meio, eu fiquei sem apoio. Foi como se a minha história com ele não tivesse existido”, afirma.

Durante o relato, Bruna também menciona episódios de agressão que afirma ter sofrido ao longo do relacionamento com Sílvio. A informação integra o contexto apresentado por ela sobre o período de convivência e as circunstâncias que marcaram sua vida ao lado do empresário.

A manifestação ocorre em meio ao processo judicial no qual Bruna busca o reconhecimento da união estável e dos possíveis direitos decorrentes da relação. Segundo ela, documentos e demais elementos que sustentam sua versão já foram apresentados à defesa.

O reconhecimento jurídico da união estável e eventuais direitos patrimoniais relacionados à relação ainda dependem da análise e da decisão da Justiça.

Enquanto aguarda o andamento do processo, Bruna afirma tentar reconstruir a própria vida e lidar com o luto pela perda do companheiro. Ao tornar pública sua história, ela busca também registrar a existência de uma relação de quatro anos e meio, marcada por quatro anos de convivência na mesma residência, que, segundo seu relato, não foi considerada na repercussão inicial do caso.

Redação

Related post

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *