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SUS deverá fornecer dietas específicas para condições metabólicas raras, diz novo projeto

O Projeto de Lei 2409/26, que está sendo analisado na Câmara dos Deputados, estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá disponibilizar alimentos dietéticos e suplementos nutricionais para indivíduos diagnosticados com erros inatos do metabolismo.

Esses erros referem-se a mais de 1.400 doenças genéticas raras, como fenilcetonúria e acidúrias orgânicas, que dificultam o correto processamento de certas substâncias pelo organismo. A proposta inclui a oferta de fórmulas infantis especiais, misturas de aminoácidos, além de suplementos vitamínicos e minerais, visando também a prevenção de crises metabólicas.

Para obter esses produtos, os pacientes precisarão apresentar um laudo médico detalhado, uma receita atualizada e estar cadastrados nos sistemas do SUS. A proposta também determina que o Ministério da Saúde seja responsável por elaborar uma lista dos itens cobertos e garantir a manutenção de estoques mínimos estratégicos para evitar desabastecimento.

O deputado Reimont (PT-RJ), autor da proposta, destaca que essa iniciativa tem como objetivo diminuir a judicialização e garantir que o tratamento não seja interrompido devido a falhas administrativas. Ele menciona que as interrupções podem gerar um custo mensal entre R$ 1.500 e R$ 8.000 para as famílias afetadas.

Fonte: Câmara dos Deputados

Sabrina Lopes

Jornalista do Congresso Aqui, com foco na cobertura dos principais eventos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Responsável pela moderação de conteúdo, correção e triagem das notícias que movimentam o Congresso Nacional e impactam o Brasil.

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