Governo de Pernambuco deve decidir sobre lockdown até o fim da semana
O Governo de Pernambuco deve decidir sobre o formato das
novas medidas contra o coronavírus até o fim desta semana, mas o lockdown, se
for decretado, vai garantir o funcionamento de todos os serviços essenciais.
Durante a tarde dessa terça-feira (05)
os possíveis formatos para a implementação de novas medidas foram discutidos,
mas não há ainda uma posição sobre o modelo a ser adotado. Na prática, o
gabinete de crise que trabalha no Palácio do Campo das Princesas estuda o impacto
das decisões que já foram tomadas em outros Estados.
Em
SP, por exemplo, o governo e a prefeitura da capital fecharam algumas vias
principais para diminuir a circulação de veículos. No Maranhão o lockdown foi
iniciado e acessos começaram a ser fechados. O Pará e o Ceará também estão
sendo observados, além de outras ações pelo Brasil. Pernambuco quer
estudar o resultado dessas medidas antes de anunciar o decreto.
O
que já se sabe com certeza para Pernambuco é que supermercados, farmácias e
todas as atividades consideradas essenciais continuarão liberadas para funcionar.
O que deve ficar mais restrita é a circulação de pessoas nas ruas. Segundo uma
fonte que conversou com a coluna, o endurecimento das medidas no Estado não
será imediato. “Haverá o anúncio e um prazo será dado para o início”, explicou.
Segundo essa fonte, independente do modelo, não será necessário correr para
comprar comida, porque tudo continuará funcionando, com abastecimento normal.
A
necessidade de apoio das Forças Armadas foi reforçada. É preciso evitar de
verdade que as pessoas saiam e a fiscalização nas ruas seria essencial para que
as medidas tenham efeito, porque algumas pessoas insistem em desobedecer as
regras. Mas, isso depende de liberação do Governo Federal para o Exército.
O
governo tem recebido pressão do meio acadêmico ligado à pesquisa na área de
Saúde para decretar o lockdown o quanto antes, mas várias questões estão sendo
estudadas antes. “Por
exemplo, como será o funcionamento do transporte público. Muita gente depende
de ônibus para ir à farmácia ou ao mercado. O transporte público não pode
parar. Então como vai ser feito? Por isso a necessidade de acompanhar os
estados que já endureceram regras e avaliar os resultados”, completou.
Fonte: JC.




