Mãe da menina Beatriz oficializa candidatura como deputada estadual
Convenção do partido para oficializar a candidatura será neste sábado. Foto: Facebook/Reprodução
Professora Lucinha Mota adiantou que terá um olhar diferenciado para o Sertão, mas com foco na segurança pública em todo o estado
A professora Lucinha Mota – mãe da menina Beatriz Mota, assassinada há três anos durante uma festa escolar em Petrolina – confirmou sua candidatura como deputada federal pelo PSOL. O registro será oficializado na tarde deste sábado durante a convenção do partido. Ansiosa, ela admite que nunca pensou em seguir carreira política, mas assegura que terá um olhar diferenciado para o Sertão e vai lutar pela melhoria na segurança pública.
“Eu estou muito satisfeita e muito contente pela escolha do partido. O PSOL é referência nacional por ter ficha limpa e parlamentares mais preparados para defender a sociedade com projetos e ideias que realmente têm fundamento”, defendeu. Sobre as bandeiras de luta, deixou claro que não vai abrir mão da construção de um estado mais seguro e livre dos preocupantes índices de violência que assombram os pernambucanos. “Hoje, o estado ocupa o quarto lugar como o que mais teve mortes violentas intencionais. É um número alarmante e muito grave. Diante de vários estados do país, só perdemos para a Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro”, adiantou.
Eu nunca pensei em ser candidata, mas as pessoas me puxaram para o meio político. O que me impulsionou foi a própria sociedade. Outras mães me procuram, quase que diariamente, para compartilhar seus problemas. Nós dividimos a mesma dor: a perda de um filho. Essas famílias se sentem representadas por mim, pela minha luta e coragem de enfrentar um estado corrupto, um sistema judiciário parcial e as instituições. E é por isso que estou aqui. Vou combater de frente a desigualdade social e violência estabelecida.
De Petrolina, a pré-candidata argumentou que vai dar atenção especial para as questões do Sertão, mas sem esquecer os demais municípios. “Eu irei trabalhar por todo o estado”.
CASO BEATRIZ MOTA

Os familiares e amigos da menina Beatriz Angélica Mota fizeram um novo ato de protesto para exigir maior comprometimento da polícia na investigação do crime nesta semana. A garota foi assassinada com 42 facadas em dezembro de 2015. A mobilização aconteceu na quinta-feira (2), em frente ao Fórum de Petrolina. Beatriz foi encontrada morta dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ela estudava e seu pai era professor.
Em março do ano passado, a Polícia Civil conseguiu imagens que revelam a face do autor do crime. Para os investigadores, não há dúvidas de que o homem que aparece nas filmagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao colégio é o assassino. No entanto, até hoje, depois de quatro delegados passarem pelo caso, o responsável não foi preso.
Edição: Edu Mello




