Com diesel mais caro, Infios defende que cadeias de suprimentos no Brasil precisam repensar cada movimento de carga

 Com diesel mais caro, Infios defende que cadeias de suprimentos no Brasil precisam repensar cada movimento de carga

Segundo Helcio Lenz, Managing Director da Infios para a América Latina, o desafio não é apenas reduzir o custo do transporte, mas eliminar deslocamentos desnecessários gerados por decisões tomadas antes mesmo de o caminhão sair do depósito

Com o preço médio do diesel S-10 atingindo R$7,13 por litro, alta de 2,3% em relação à semana anterior e a maior média desde maio de 2026, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), surge o alerta de que a resposta das empresas brasileiras não deve se limitar à otimização de rotas e negociação com transportadoras. Para Helcio Lenz, Managing Director da Infios na América Latina, a verdadeira oportunidade está em reduzir o transporte desnecessário antes mesmo de ele acontecer.

O executivo argumenta que o transporte rodoviário é fundamental para conectar produtores, fabricantes, centros de distribuição, varejistas e consumidores em um país de escala continental como o Brasil. Quando os custos de combustível sobem, o transporte se torna mais caro, mas as empresas mais afetadas não são necessariamente as que consomem mais diesel, e sim aquelas com menos flexibilidade para se adaptar quando a economia do transporte muda.

“As empresas mais expostas não são necessariamente aquelas que consomem mais diesel. São aquelas com menos flexibilidade para se adaptar quando o transporte se torna mais caro. Transportadoras menores, operadores que atendem áreas remotas ou de baixa densidade, e empresas que lidam com entregas críticas em relação ao tempo costumam ter menos opções para mudar rotas, transportadoras ou modais de transporte”, explica o executivo.

Para a Infios, se mercadorias são movimentadas entre instalações porque o estoque foi posicionado no local errado, se pedidos são divididos desnecessariamente em múltiplos embarques, ou se uma entrega precisa ser acelerada por conta de uma decisão de planejamento anterior, o custo de transporte resultante pode ser consequência de algo que aconteceu bem antes na cadeia.

Por isso, as empresas devem analisar todo o fluxo de mercadorias, e não apenas o transporte de forma isolada. Uma melhor coordenação entre decisões de demanda, estoque, atendimento de pedidos e transporte pode criar oportunidades para consolidar embarques, reduzir viagens desnecessárias e otimizar o uso da capacidade disponível. “As empresas podem reduzir quilômetros desnecessários consolidando embarques, melhorando a utilização de veículos, evitando entregas expressas desnecessárias e fazendo melhor uso da capacidade disponível das transportadoras”, explica Lenz.

Lenz complementa que as empresas também devem reavaliar continuamente rotas, transportadoras, modais de transporte, localizações de estoque e prioridades de entrega conforme as condições mudam. “Uma decisão que fazia sentido econômico quando o combustível era mais barato pode não ser mais a opção mais eficiente quando os custos de transporte sobem”, afirma.

Outro ponto importante é o papel dos dados e da inteligência artificial na construção de cadeias de suprimentos mais adaptáveis. Segundo Lenz, o objetivo não é substituir a tomada de decisão humana, mas oferecer às equipes melhores informações para decidir com mais rapidez e coordenar essas decisões em toda a rede.

“Cada quilômetro importa. Mas cada quilômetro desnecessário importa ainda mais. As empresas brasileiras não podem controlar os preços globais do diesel, mas podem controlar a eficácia com que suas cadeias de suprimentos respondem a eles”, finaliza o executivo.

Sobre a Infios

A Infios é uma líder global em Execução Inteligente de Cadeias de Suprimentos, comprometida em melhorá-las incansavelmente, todos os dias. Com a confiança de mais de 5.000 clientes em 70 países, a Infios ajuda organizações a migrar de operações fragmentadas e reativas para ações coordenadas e em tempo real em gestão de pedidos, armazéns e transporte. Seu portfólio de soluções adaptáveis permite que empresas de todos os portes simplifiquem operações, melhorem a eficiência e gerem resultados significativos. No centro de tudo está a Infios AI, inteligência de execução incorporada diretamente aos fluxos de trabalho operacionais. A Infios AI detecta disrupções, determina a melhor resposta e executa ações coordenadas entre sistemas, criando um ciclo contínuo de decisão-ação em que a execução acompanha o ritmo das mudanças. A Infios é uma joint venture da Körber, provedora internacional de tecnologia, e da KKR, empresa global de investimentos.

Saiba mais em: www.Infios.com

Janaina Leme
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www.singcomunica.com.br

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