Cultura e Cidadania – Artesãs do Alto do Moura vão expor na Torre Malakoff – Por Paulo Nailson

Uma programação bastante variada está contemplando a IX Semana do Patrimônio do Estado de Pernambuco e as artesãs do “Flor do Barro” vão expor “Tradições e Memórias Museu do Barro de Caruaru/Torre Malakoff” entre os dias 14 a 24 de agosto 2018.
Amélia Campelo, gestora do Museu do Barro pela FUNDAREPE, em parceria com a Torre Malakoff, realizando uma exposição com o grupo Flor do Barro do Alto do Moura, que vem criando uma politica de fortalecimento pessoal e profissional destacando a presença da mulher no artesanato desta localidade, dando a elas um patamar de igualdade com a sociedade no geral.
Na abertura da Exposição as escolas da rede estadual de Pernambuco vão participar, em parceria com projeto Outras Palavras onde o Grupo de teatro de Caruaru TEA, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco, levará para Recife em especial para as escolas presentes, uma performance sobre o Alto do Moura.
Amélia Campelo relata que “a finalidade é educativa e cultural, fazendo com que os alunos das escolas e o publico em geral visitantes da Torre Malakoff, possam conhecer melhor a importância do Artesanato do Alto do Moura, e engrandecendo o nome de Caruaru como um rico celeiro cultural dentro do nosso estado”.
ÚLTIMA CHAMADA PARA SELEÇÃO DE ATORES
Nesse domingo, 19 de agosto, às 14 horas, no SESC Caruaru, acontece mais uma etapa da seleção de atores para a CIA AVOAR de NILDO GARBO.
Solicita-se aos interessados levar água e roupa confortável. O espetáculo em preparação é o “Solta o boi na rua” e “A feira de Caruaru” de Vital Santos.
NUM DIA COMO HOJE
Em 14 de agosto de 1956, o poeta Bertold Brecht morria, aos 58 anos. Considerado o maior autor teatral do século 20, sua obra terá notável difusão nos movimentos populares do Brasil. Vamos relembrar o poeta com “O Pão do Povo”:
Às vezes bastante, às vezes pouca.
Às vezes de gosto bom, às vezes de gosto ruim.
Quando o pão é pouco, há fome.
Quando o pão é ruim, há descontentamento.
Fora com a justiça ruim!
Cozida sem amor, amassada sem saber!
A justiça sem sabor, cuja casca é cinzenta!
A justiça de ontem, que chega tarde demais!
Quando o pão é bom e bastante
O resto da refeição pode ser perdoado.
Não pode haver logo tudo em abundância.
Alimentado do pão da justiça
Pode ser feito o trabalho
De que resulta a abundância.
Como é necessário o pão diário
É necessária a justiça diária.
Sim, mesmo várias vezes ao dia.
De manhã, à noite, no trabalho, no prazer.
No trabalho que é prazer.
Nos tempos duros e nos felizes.
O povo necessita do pão diário
Da justiça, bastante e saudável.
Sendo o pão da justiça tão importante
Quem, amigos, deve prepará-lo?
Quem prepara o outro pão?
Assim como o outro pão
Deve o pão da justiça
Ser preparado pelo povo.
Bastante, saudável, diário.
Por Paulo Nailson