Projeto Mulheres Caliandras capacita mais de 330 mulheres do campo no DF e inicia nova etapa em agosto

Com formação gratuita, transporte e alimentação, iniciativa promove autonomia feminina, empreendedorismo e combate à violência nas zonas rurais do Distrito Federal.

 Projeto Mulheres Caliandras capacita mais de 330 mulheres do campo no DF e inicia nova etapa em agosto Com formação gratuita, transporte e alimentação, iniciativa promove autonomia feminina, empreendedorismo e combate à violência nas zonas rurais do Distrito Federal.

Foto: Divulgação

Empoderar, acolher e transformar. Essa é a missão do projeto Mulheres Caliandras, uma ação da associação Transforma Vidas com apoio da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal e viabilizada por meio de emenda parlamentar da deputada distrital Doutora Jane Klebia. A iniciativa já capacitou aproximadamente 330 mulheres moradoras das áreas rurais da capital federal e se prepara para iniciar sua última etapa, que acontecerá no mês de agosto, em Brazlândia. O curso é totalmente gratuito e acontece aos sábados durante nove semanas consecutivas, oferecendo transporte, alimentação e material didático para garantir a participação das alunas com dignidade e conforto. Os conteúdos abordam autoconhecimento, combate à violência contra a mulher, técnicas manuais de produção, empreendedorismo e empregabilidade, entre outros temas essenciais para a autonomia feminina. No último sábado, 26 de julho, mais de 150 mulheres foram certificadas na cerimônia de formatura do terceiro ciclo, que aconteceu na Associação Atlética Banco de Brasília (AABR). Além da entrega dos certificados, houve um café da manhã especial e um momento de lazer às margens do Lago Paranoá, um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Brasília — e ainda desconhecido por muitas participantes do projeto. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, participou da certificação e enalteceu a importância do projeto Mulheres Caliandras no âmbito do DF.
—“É um prazer conferir de perto a transformação real da vida de tantas mulheres. Contem sempre com a secretaria da mulher do Governo do Distrofia Federal.” destacou.

De acordo com o coordenador-geral, Herbert Felix, o projeto tem gerado impactos que vão além do esperado.
— “É um prazer estar com essas mulheres nos finais de semana. A proposta é levar a elas conhecimento, mas somos nós que aprendemos. Ver o recurso público sendo utilizado para transformar vidas é extremamente gratificante”, afirma.

A aluna Divina Fonseca, que concluiu o curso no primeiro ciclo e esteve presente na cerimônia, afirma que a experiência foi transformadora em sua vida.
— “Eu sou empreendedora. Descobri que sou empreendedora de verdade após o curso. Agora aprendi mais ideias para conseguir vender melhor meus produtos. Também aprendi a importância de pensar mais em mim como mulher. Só tenho a agradecer a toda a equipe do projeto.

A coordenadora pedagógica do projeto, Marlene Pereira, explica que o curso é adaptado de acordo com a realidade de cada localidade atendida.
— “As turmas são diferentes entre si, por isso cada ciclo traz novidades. Observamos as particularidades de cada região e moldamos os conteúdos conforme as necessidades específicas”, destaca.

A expectativa é que, até o encerramento do projeto, sejam atendidas cerca de 440 mulheres nas zonas rurais do Distrito Federal, reforçando o compromisso com uma sociedade mais justa, igualitária e com oportunidades reais para quem mais precisa.

Redação

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