Pesquisadora do Recife faz campanha para treinamento em Harvard voltado ao combate da dengue

Doutoranda da UFPE, Maria Luiza Vitorino busca arrecadar R$ 100 mil para formação internacional em proteômica e pretende aplicar novas técnicas no combate à dengue e zika

De acordo com Maria Luiza, a oportunidade pode ajudar a identificar biomarcadores importantes para o diagnóstico e tratamento das arboviroses – ACERVO PESSOAL

Uma pesquisadora pernambucana mobiliza uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar um período de formação internacional voltado ao estudo de doenças que afetam diretamente a saúde pública no Brasil.

A bióloga Maria Luiza de Lima Vitorino, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi aceita para um treinamento de um ano na Harvard Medical School, nos Estados Unidos. Ela é doutoranda no Instituto Keizo Asami (iLIKA), da UFPE.

Para conseguir participar do programa, ela criou uma campanha de arrecadação online com o objetivo de custear despesas de viagem e estadia durante o período de estudos.

A iniciativa, intitulada Luiza em Harvard: Treinamento para Combater a Dengue no Recife, busca apoio para cobrir custos como passagem aérea, seguro saúde, despesas de moradia e alimentação ao longo de um ano. Segundo a pesquisadora, o investimento total estimado é de cerca de R$ 100 mil, valor necessário para garantir a permanência no exterior durante o treinamento.

De acordo com Maria Luiza, a oportunidade permitirá aprofundar estudos na área de proteômica, campo da ciência que analisa proteínas e pode ajudar a identificar biomarcadores importantes para o diagnóstico e tratamento de doenças.

A pesquisadora afirma que pretende aplicar esse conhecimento em pesquisas relacionadas a arboviroses que atingem o Brasil, especialmente dengue e zika.

“Nasci e desenvolvo minha pesquisa em uma região diretamente impactada por arboviroses como dengue e zika”, explica Maria Luiza. Para ela, o treinamento internacional pode contribuir para trazer novas metodologias científicas ainda pouco exploradas no país.

Impacto das arboviroses

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, continuam a ser um desafio para a saúde pública no Brasil. Estudos apontam que fatores urbanos e sociais influenciam diretamente a incidência da doença, especialmente em cidades densamente povoadas como o Recife.

Pesquisas também indicam que condições climáticas, densidade populacional e desigualdade urbana podem contribuir para a persistência da transmissão da dengue na capital pernambucana.

Como ajudar

A campanha foi criada na plataforma de financiamento coletivo Vakinha e recebe contribuições de qualquer valor. Até agora, parte dos recursos necessários já foi reunida, mas a pesquisadora ainda busca apoio para atingir a meta e garantir sua participação no treinamento internacional.

A vaquinha pode ser acessada online e também aceita doações via Pix: [email protected] (chave). Segundo Luiza, o objetivo é trazer o conhecimento adquirido de volta ao Brasil e aplicá-lo em pesquisas voltadas ao combate de doenças que impactam diretamente a população.

Redação

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