“A Alma Imoral”, de Clarice Niskier, celebra 20 anos de sucesso e chega ao Recife para apresentações especiais

Monólogo baseado na obra de Nilton Bonder será apresentado no Teatro do Parque nos dias 3 e 4 de julho, reunindo duas décadas de história, reflexões e mais de 800 mil espectadores.

 “A Alma Imoral”, de Clarice Niskier, celebra 20 anos de sucesso e chega ao Recife para apresentações especiais Monólogo baseado na obra de Nilton Bonder será apresentado no Teatro do Parque nos dias 3 e 4 de julho, reunindo duas décadas de história, reflexões e mais de 800 mil espectadores.

Um dos maiores fenômenos do teatro brasileiro contemporâneo, o espetáculo A Alma Imoral completa 20 anos ininterruptos em cartaz em 2026 e segue emocionando plateias por todo o país. Protagonizado por Clarice Niskier, o premiado monólogo já assistido por mais de 800 mil espectadores, com apresentações em mais de 24 cidades brasileiras e diversas temporadas de sucesso, chega ao Recife para duas apresentações especiais nos dias 03 e 04 de julho (sábado e domingo), às 20h, no Teatro do Parque.

Baseada no livro homônimo do rabino Nilton Bonder, a montagem que tem supervisão de direção de Amir Haddad, é uma adaptação assinada pela própria atriz e propõe uma profunda reflexão sobre temas universais como ética, moral, tradição, liberdade e transgressão. Com linguagem direta e provocativa, o espetáculo desconstrói conceitos milenares da civilização, abordando dualidades como corpo e alma, certo e errado, obediência e desobediência.

Sozinha em cena, Clarice estabelece uma relação íntima com o público, rompendo a chamada “quarta parede”. Para contar histórias e parábolas da tradição judaica, utiliza apenas uma cadeira e um grande pano preto que, concebido pela figurinista Kika Lopes, se transforma em oito diferentes vestes – mantos, vestidos, burcas e véus. O espaço cênico, criado por Luis Martins, é limpo e remete a um longo corredor em perspectiva.

Em 2026, A Alma Imoral celebra 20 anos ininterruptos em cartaz – um feito raro no teatro brasileiro. A trajetória começou em junho de 2006, no Rio de Janeiro, em uma pequena sala de apenas 50 lugares. Logo depois, seguiu para um teatro de 400 lugares, onde chegou a ser apresentada de terça a domingo. Desde então, percorreu o Brasil em turnês por teatros de Norte a Sul, consolidando-se como uma das obras mais marcantes da cena teatral contemporânea.

A adaptação de Clarice Niskier para A Alma Imoral também já ultrapassou fronteiras: recebeu várias propostas de montagem no exterior, teve seus direitos cedidos para a Espanha em 2007 e ganhou uma montagem na Argentina em 2010, quando esteve em cartaz no Teatro Payró, em San Martin, Buenos Aires.

Ao longo de sua trajetória, a peça acumulou importantes reconhecimentos, em seu primeiro ano, três indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro (Melhor Atriz, Melhor Peça e Melhor Figurino) e, no segundo ano, duas indicações ao Prêmio Shell (Melhor Atriz e Melhor Figurino), vencendo na categoria de Melhor Atriz. Também foi contemplada em 2007 pelos Prêmios Caixa Cultural e Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro, além de receber em 2008 o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz.

“No teatro é sempre a primeira vez. Quando me perguntam como é possível fazer uma peça tanto tempo sem se cansar, eu respondo: assim como é possível amar tanto tempo a mesma pessoa sem se cansar. Nesse caso, o tempo é muito subjetivo. Se a relação está viva, está viva. Dá trabalho, mas não cansa. Assim é na Alma Imoral. Eu amo esse trabalho, esse texto. Que vocês se sintam vivos diante de mim. Assim como tenho vontade de me sentir diante de vocês: viva”, afirma Clarice Niskier.

Celebrando duas décadas de sucesso, A Alma Imoral reafirma sua força como uma obra atemporal, capaz de provocar, emocionar e despertar reflexões profundas sobre o comportamento humano.

PRÊMIOS E NÚMEROS

  • Vencedora do Prêmio Shell RJ 2007 de Melhor Atriz
  • Mais de 800.000 espectadores
  • Apresentações em mais de 24 cidades brasileiras
  • 3 indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro 2006
  • 2 indicações ao Prêmio Shell RJ 2007 (melhor atriz e melhor figurino)
  • Prêmio Caixa Cultural 2007
  • Prêmio Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro 2007
  • Prêmio Qualidade Brasil SP 2008 de Melhor Atriz
  • Projeto selecionado pelo FATE 2012 para Circulação no Município do Rio de Janeiro
  • Projeto selecionado pelo Edital Petrobras Circulação Nacional 2014 Teresina / Maceió
  • Participação em dezenas de Festivais de Teatro pelo país
  • Participação em dezenas de eventos corporativos
  • Temporada de mais de 10 anos em SP no Teatro Eva Herz
  • Estimada em mais de 3.600 apresentações desde a estreia em 2006
  • Primeira peça a se apresentar na zona sul do RJ em outubro de 2020 para 10% da plateia quando a pandemia de covid-19 deu uma pequena trégua

FICHA TÉCNICA
Autor do livro “A Alma Imoral”: Nilton Bonder
Adaptação, Concepção Cênica e Interpretação: Clarice Niskier
Supervisão de Direção: Amir Haddad
Cenário: Luis Martins
Figurino: Kika Lopes
Iluminação: Aurélio de Simoni
Música Original: José Maria Braga
Preparação Vocal: Rose Gonçalves
Direção de Movimento: Márcia Feijó
Preparação Corporal: Mary Kunha
Cenotécnico, Operador de Luz e Som: Carlos Henrique Pereira
Fotos: Dalton Valério, Elenize Dezgeniski e Letícia Vinhas
Programação Visual: Studio C e Carol Tuluois
Direção de Produção e Coordenação do Projeto: José Maria Braga
Realização: Niska Produções Culturais
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

CLARICE NISKIER

Clarice Niskier estreou no Teatro Tablado em 1981, na peça “Tambores na Noite”, de Bertold Brecht, sob a direção de Dina Moscovici, no Rio de Janeiro. Em seguida, foi convidada a participar da peça “Porcos Com Asas”, de Mauro Rádice e Lidia Ravera, sob a direção de Mario Sérgio Medeiros, interpretando a sua primeira protagonista, em 1982, no Teatro Cacilda Becker.

Trabalhou na Companhia “Tem Folga na Direção”, sob a direção de Antônio Pedro nas peças “Cabra Marcado Pra Correr”, (Judas em Sábado de Aleluia), de Martins Pena, e “Tá Ruço no Açougue” (Santa Joana dos Matadouros), de Brecht. Ainda nos anos 80, trabalhou com o Grupo Pessoal do Despertar, no Parque Lage, atuando na peça “O Círculo de Giz Caucasiano”, também de Brecht, sob a direção de Paulo Reis; com a premiada diretora do Grupo Navegando, Lucia Coelho, trabalhou em diversas peças infantis; com Bia Lessa, trabalhou na peça “Os Possessos”, de Dostoievski, e com Amir Haddad, em “Faces, o Musical”.

Nos anos 90 atuou na peça “Bonitinha, Mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Eduardo Wotzik e em seguida na peça “Confissões das Mulheres de Trinta”, texto coletivo, sob a direção de Domingos Oliveira. Com estes dois diretores desenvolveu uma longa parceria. No Centro de Investigação Teatral, dirigido por Eduardo Wotzik fez o papel título de “Yerma”, de Federico Garcia Lorca, “Tróia”, de Eurípedes, que lhe valeu as indicações para os Prêmios Shell e Mambembe de Melhor Atriz em 1993. E atuou em seu primeiro monólogo: “Um Ato Para Clarice”, coletânea de textos de Clarice Lispector, roteiro de Eduardo e Bianca Ramoneda, além de atuar também na peça “Equilíbrio Delicado”, de Edward Albee. Com Domingos Oliveira, encenou seu segundo monólogo, “Buda”, de sua autoria, e nas peças “Confissões das Mulheres de Quarenta”, texto idealizado e escrito pela atriz sob a orientação dramatúrgica de Domingos Oliveira e colaboração das atrizes Priscilla Rozenbaum, Dedina Bernardelli e Cacá Mourthé; com Domingos fez também a peça “Isabel”, de Aderbal Freire-Filho, e as peças “Amores” e “Primeira Valsa”, ambas de autoria de Domingos Oliveira.

Clarice participou de vários filmes dirigidos por Domingos, entre eles, “Amores” e “Feminices”. Estreou no cinema sob a direção de Emiliano Ribeiro em “A Viagem de Volta”, em 1989. De lá pra cá, fez inúmeras participações especiais e, atualmente, 2023, está nos filmes “As Polacas”, dir. João Jardim; e “O Medo e o Mar”, dir. Juarez Precioso, este com estreia prevista para 2024.

No teatro, a partir do ano 2.000 trabalhou nas seguintes peças: “A Memória da Água”, de Shelagh Stephenson, sob a direção de Felipe Hirsh; “O Caso da Rua ao Lado”, de Eugène Labiche, sob a direção de Alberto Renault; “Antônio e Cleópatra”, de Shakespeare, sob a direção de Paulo José; “Tudo Sobre Mulheres”, de Miro Gavran, sob a direção de Ticiana Studart, que lhe rendeu a sua segunda indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 2006; “A Alma Imoral”, sua adaptação do livro “A Alma Imoral”, de Nilton Bonder, sob a supervisão de Amir Haddad, que estreou no Espaço Sesc-Copacabana, em junho de 2006. “A Alma Imoral” está há 17 anos em cartaz, já foi vista por mais de 600 mil espectadores, e por ela, Clarice recebeu indicação para vários prêmios, entre eles os Prêmios Eletrobrás de Melhor Espetáculo, Melhor Atriz e Melhor Figurino; sendo a vencedora do Premio Shell de Melhor Atriz em 2007 e do Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz – Drama SP em 2008.

Sem interromper o espetáculo A Alma Imoral, Clarice Niskier atuou em 2009 na peça “Maria Stuart”, no CCBB de Brasília e do Rio de Janeiro, sob a direção de Antonio Gilberto, ao lado de Julia Lemmertz. O que lhe rendeu uma bonita matéria na Folha de S. Paulo sob o título: “Sem Folga, Atriz alterna Trono e Nudez”. Atuou também, em 2012 e 2014, na peça O Lugar Escuro, de Heloisa Seixas, ao lado de Camila Amado; em 2015 estreou seu quarto monologo “A Lista”, de Jenniffer Tremblay, que lhe valeu a quarta indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz de SP.

Em 2020 estreou a peça de sua autoria “A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong”, baseada nas músicas e letras de Zeca Baleiro. E em 2021 estreou no CCBB do Rio a peça “Coração de Campanha”, também de sua autoria, ao lado do ator Isio Ghelman, ambas com supervisão de direção de Amir Haddad. A peça se apresentou também nos CCBBs BH, DF e SP.

As peças “A Alma Imoral”, “A Lista”, “A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong” e “Coração de Campanha” fazem parte do repertório da atriz desde suas estreias.

Clarice tem ainda vários trabalhos na TV – o mais recente foi na novela “Carinha de Anjo” (SBT), de 2016 a 2018. Esteve em “Ciranda de Pedra”, de Alcides Nogueira, na TV Globo, sob a direção de Denise Saraceni, em 2009; e em 2011 fez uma participação especial na novela “Araguaia”, de Walther Negrão, também na TV Globo, interpretando a divertida Irmã Dulce. Clarice fez ainda uma participação especial num dos episódios da série “Macho Man”, na TV Globo, interpretando uma terapeuta corporal alternativa ao lado de Marisa Orth e Jorge Fernando; e também na série “As Brasileiras”, de Daniel Filho, ao lado do casal Malvino Salvador e Sophie Charlotte.

Clarice Niskier ministra cursos de teatro: foi professora da extinta Faculdade da Cidade, Rio; deu aulas para executivos da IBM (RJ e SP) e IBGE (RJ); é frequentemente convidada para falar em eventos empresariais sobre sua experiência como atriz e autora; escreve roteiros para eventos corporativos, realiza leituras de roteiros adaptados para o teatro de livros de vários autores.

Foi colaboradora da revista Lola Magazine, da Ed. Abril, e tem vários artigos publicados na Revista IDE, publicação da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e foi colunista da Revista da Cultura, da Livraria Cultura, SP. Tem formação em Jornalismo, na PUC do Rio de Janeiro. Trabalhou no Jornal do Brasil por dois anos e no Jornal Repórter, também por dois anos, enquanto cursava a Faculdade de Jornalismo.

Em publicidade, Clarice realizou como atriz a bem-sucedida campanha “Dinorah da TVA”, campanha publicitária de grande sucesso nos anos 90, que permaneceu dois anos no ar em todos os canais de televisão, principalmente no Rio, e que recebeu vários prêmios em sua categoria.

Em 2011, Clarice Niskier dirigiu a peça “Aquela Outra”, de Licia Manzo; em 2013, codirigiu com Maitê Proença e Amir Haddad a peça “À Beira do Abismo Me Cresceram Asas”, e mantem vários trabalhos de cooperação com diversos atores e bailarinos que lhe convidam para supervisionar seus espetáculos.

Atualmente, segue com a peça “A Alma Imoral”, “A Lista” (em eventos) e se preparada para uma turnê pelo norte e nordeste do país com a peça “A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong”. Sob a direção de Renata Paschoal, da Forte Filmes, está em andamento o documentário “Nua Dos Pés À Cabeça”, a ser veiculado no Canal Curta!, sobre os 40 anos de sua carreira teatral completados em 2022.


SERVIÇO:

A Alma Imoral – 20 Anos

Data: 03 e 04 de julho de 2026

Horário: Sábado e Domingo, às 20h

Local: Teatro do Parque

Valor:

Vendas:

Duração: 01h40min

Classificação: 18 anos

Produção Local: Art Rec Produções e Carambola Produções

Realização: Niska Produções Culturais

Redação

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