Nova etapa da Operação Sem Desconto foca em parentes de senador
Nesta terça-feira (4), a Polícia Federal executou 18 mandados de busca e apreensão em Brasília e no Maranhão, dando continuidade à Operação Sem Desconto. Essa fase da operação, que investiga indícios de lavagem de dinheiro e fraudes em descontos indevidos nos benefícios do INSS, foi aprovada pelo Supremo Tribunal Federal.
Entre os alvos estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). A esposa, a filha e duas irmãs do político foram mencionadas nos mandados emitidos, conforme consta na decisão que permitiu a ação policial.
Embora o senador não tenha sido diretamente implicado nesta fase da operação, as investigações sugerem sua participação significativa em uma rede que elaborava solicitações, designava beneficiários, exigia repasses e monitorava a movimentação de bens. Essas informações foram reunidas por investigadores da PF.
O advogado Willer Tomaz também está entre os que tiveram buscas realizadas. As investigações revelam que as atividades relacionadas a ele envolvem um conjunto de empresas, propriedades imobiliárias, aeronaves e operadores financeiros. A defesa do advogado alegou que a ação se deve à posse de uma aeronave utilizada pelo senador e negou qualquer ligação com o esquema sob investigação.
De acordo com informações da PF, análises de mensagens e dados financeiros revelaram um fluxo fragmentado de milhões de reais nas contas pessoais, familiares e empresariais dos envolvidos. A investigação ainda está avaliando transações em dinheiro vivo e movimentações patrimoniais consideradas relevantes para entender a possível ocultação da origem e do destino dos recursos financeiros.
A Operação Sem Desconto teve início em abril de 2025, visando investigar descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões sem autorização apropriada. O caso gerou consequências políticas significativas, resultando na saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Com esta nova etapa, as investigações se aprofundam na rede financeira vinculada aos investigados e permanecem sob supervisão do STF. As suspeitas levantadas ainda dependem do progresso das apurações e de possíveis responsabilizações futuras no processo.
Fonte: G1
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