Em Pernambuco, operação de segurança das eleições terá mais de 32 mil postos de trabalho

Mobilização integrada reúne forças estaduais e federais entre 1º e 5 de outubro; no domingo de votação, 15.066 profissionais atuarão nos 184 municípios e em Fernando de Noronha

Eleições 2026 – Nelson Jr./Ascom TSE

Nesta segunda-feira (28), a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) apresentou a operação de segurança planejada para as eleições em Pernambuco, com a atuação de 32.799 postos de trabalho entre os dias 1 a 5 de outubro. 

De acordo com o comandante geral da Polícia Militar, coronel Ivanildo Torres, a mobilização envolve um planejamento realizado durante todo o período eleitoral com a atuação integrada de forças estaduais e federais.

“Para a Polícia Militar, as eleições já começaram no apoio às campanhas, nos eventos pré-eleitorais, no apoio ao próprio Tribunal Regional Eleitoral relativo às campanhas e propagandas irregulares. Então, esse desdobramento para o dia D e esse período específico da eleição faz com que a gente tenha uma eleição muito tranquila”, comenta.

A ação reúne a Secretaria de Defesa Social (SDS), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Defesa Civil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

No domingo de votação, 15.066 profissionais de segurança estarão trabalhando diretamente na operação. O efetivo será distribuído pelos 184 municípios de Pernambuco, incluindo áreas da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste, Sertão e Fernando de Noronha.

Delegacias funcionarão durante as votações

A Polícia Civil manterá todas as delegacias dos municípios em funcionamento em regime contínuo a partir da manhã do sábado anterior à eleição, com atendimento também durante a madrugada.

Como a atribuição primária para apuração de crimes eleitorais é da Polícia Federal, a Polícia Civil atuará de forma supletiva nos municípios onde não houver equipes da PF presentes.

“Onde não tiver equipe da Polícia Federal, a Polícia Civil atua também nesse cenário de crime eleitoral. Então, é uma atribuição concorrente, mas quando a Polícia Federal estiver presente, a Polícia Federal assume e onde ela não estiver presente, a Polícia Civil faz essa fiscalização dos crimes eleitorais”, explica o delegado Felipe Monteiro.

Drones serão usados no monitoramento

A operação também contará com recursos tecnológicos para auxiliar na fiscalização. Ao todo, 42 drones serão utilizados no monitoramento aéreo e na identificação de possíveis ilícitos eleitorais, como compra de votos e boca de urna.

Toda a operação será acompanhada em tempo real pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Defesa Social.

No entanto, os eleitores poderão denunciar possíveis irregularidades relacionadas às eleições através do aplicativo Pardal, disponibilizado pela Justiça Eleitoral, ou pelo o telefone 190, da Polícia Militar.

Redação

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