Após punição da FIFA, Sport é proibido de inscrever atletas, por dívidas na CNRD

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 Após punição da FIFA, Sport é proibido de inscrever atletas, por dívidas na CNRD

O Sport está proibido de registrar atletas durante seis meses, até setembro deste ano, por ordem da Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF. As punições estão ativas desde a segunda-feira (8) e foram confirmadas pela assessoria de imprensa da entidade nacional.

Agora, além do bloqueio imposto pela Fifa, pelo débito de R$ 6 milhões com o Sporting, o clube responde por pelo menos mais duas punições. Elas são simultâneas, mas originadas em casos diferentes: o do goleiro Agenor e o da empresa que representava o atacante Marquinhos, no Leão em 2017. Juntos, os débitos somam cerca de R$ 720 mil, segundo o advogado das partes, Rafael Botelho.

Procurados, o presidente licenciado, Milton Bivar, e o vice-presidente jurídico, Manoel Veloso, não atenderam às ligações.

A sanção imposta pela CNRD está operando da mesma forma que no caso da Fifa, permitindo a regularização de renovações, segundo a assessoria da CBF. Agora, os representantes das partes aguardam pelo andamento da história, diz Rafael Botelho.

“Passados seis meses sem ter havido um pagamento, entramos com o próximo passo. Só que essa é a sanção mais difícil. Temos que informar se não houver um pagamento, e portanto solicitar uma nova sanção ou multa”.

Entenda andamento e detalhes desses casos na CNRD

O caso referente à empresa ligada a Marquinhos cobra uma comissão em cerca de R$ 300 mil, pela contratação do atacante, e entrou na Câmara em março de 2019. As partes fizeram um acordo em abril de 2020, mas até outubro só parte das parcelas haviam sido pagas, segundo o advogado.

Em dezembro, a CNRD acionou o Sport com uma advertência, e determinou que o pagamento fosse feito até 5 de março deste ano – agora no valor integral. Algo que não aconteceu, resultando na ordem de bloqueio enviada na segunda-feira.

O processo ligado a Agenor, por sua vez, tem R$ 420 mil em débito pendente. A ação completa valia quase R$ 2 milhões, mas terminou sendo desmembrada em duas quando o goleiro acertou uma repactuação da dívida com o clube: parte ficou na CNRD e o restante foi acertado fora da Câmara.

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