Diversidade cultural movimenta Museu do Couro em Salgueiro no Festival Pernambuco Meu País

Brincadeiras, música, teatro, circo e economia criativa marcaram o sábado (26) no ponto de encontro das linguagens culturais, às margens do Açude Velho.

 Diversidade cultural movimenta Museu do Couro em Salgueiro no Festival Pernambuco Meu País Brincadeiras, música, teatro, circo e economia criativa marcaram o sábado (26) no ponto de encontro das linguagens culturais, às margens do Açude Velho.

Patrimônio Vivo de Pernambuco, Mestre Calú encantou o público com espetáculo que reuniu teatralidade, trilha sonora ao vivo e contação de histórias – Foto: Daniela Pedrosa

No Pernambuco Meu País 2025, todos os caminhos se encontram. Em Salgueiro, primeiro município-sede da 2ª edição do festival, a concentração dos países das Brincadeiras, Culturas Populares, Música e Economia Criativa, às margens do Açude Velho, no Museu do Couro, é um elo entre a diversidade de linguagens. Neste sábado (26), o ponto de encontro reuniu uma programação de espetáculos, apresentações de mestres da cultura do Estado, músicos e feira de artesanato e gastronomia, atraindo público de todas as idades.

“O Governo do Estado de Pernambuco acredita numa política cultural, democrática e representativa. O Pernambuco Meu País é uma grande ação que valoriza os segmentos culturais. Então, aqui, onde estamos, conseguimos valorizar, potencializar e curtir dança, música, teatro, circo e mais. Assim, momentos como esse não só potencializam essas linguagens, mas também dão local, voz e vez”, ressaltou a secretária executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves. 

A partir das 15h, os países deram início à programação do dia. No País das Brincadeiras, que conta com um palco-picadeiro, o espetáculo “Versos e Passos” promoveu uma imersão nos ritmos e danças populares pernambucanas. Com um corpo de baile jovem e com vestes tradicionais das expressões, a apresentação também saudou artistas do Estado, como a “Rainha da Ciranda”, Lia de Itamaracá. 

No polo, a tarde ainda recebeu mais destaque ao contar com a presença do Mestre Calú – Patrimônio Vivo de Pernambuco -, mamulengueiro e natural de Vicência, que trouxe o “Presépio Mamulengo Flor de Jasmim”, espetáculo que reúne teatralidade, trilha sonora ao vivo e contação de histórias, encantando espectadores de todas as faixas etárias. 

A programação seguiu encantando toda a família, com o encerramento do dia feito pelo espetáculo “Um Curto-Circuito de Risos!”, do Palhaço Gambiarra, que contagiou o público e o levou às gargalhadas ao unir o improviso, números de equilíbrio no monociclo, malabarismo com claves e interações, com direito à contação de histórias com o “traca-traca”, brinquedo popular feito artesanalmente de madeira com fitas de cetim. 

Simultaneamente, o País das Culturas Populares promoveu um show ao ar livre, com uma apresentação ritmada pela tradicional sonoridade do ijexá e da percussão, feita pelo Afoxé Raízes de Zumbi, grupo que valoriza a influência dos ritmos africanos nas expressões culturais locais. 

Em seguida, foi a vez da Banda de Pife e Zabumba São Sebastião, de Arcoverde, que reúne anos de preservação do ritmo, formada por nomes de referência, como o Mestre Dão do Pife. Com 83 anos e 70 dedicados à expressão, o músico manifestou a sua felicidade em integrar a programação. “Vim aqui apresentar essa cultura, que eu adoro, e saio bem aplaudido, apoiado, sendo ouvido. Isso me deixa feliz, por entender que o pife é uma cultura que precisa ser valorizada, por ser símbolo da cultura do Estado e estar na identidade, está no povo”, defendeu. 

O final da tarde foi marcado pela apresentação de mais um Patrimônio Vivo de Pernambuco, com o Samba de Véio da Ilha de Massangano, de Petrolina, que reúne a tradição oral e a influência indígena, africana e portuguesa, ao condensar o samba de roda, coco e o reisado em sua expressão única. A apresentação foi convidativa à interação do público presente, com todos os espectadores dançando junto com o grupo, encerrando a programação do polo. 

Já no início da noite, a partir das 18h, foi a vez do País da Música ganhar as atenções do público. Com a multiartista Luna Vitrolira como mestre de cerimônia, o polo contou com apresentações de Sarah Leandro, natural de Bodocó, e Anchieta Dali, de Tacaratu, que encerraram a programação do ponto de encontro das linguagens, ao celebrar o forró e suas raízes. Contemplando a potência da composição autoral pernambucana, também dando espaço à homenagem aos clássicos, os repertórios foram um convite a entrar na dança. 

ECONOMIA CRIATIVA

Toda a programação do dia contou com o giro do público por uma amostragem do comércio local independente, com a presença de diversos comerciantes do artesanato e gastronomia, que se concentraram no País da Economia Criativa – em formato de feira ao ar livre. 

Moradora da Zona Rural de Salgueiro há 47 anos e expositora nesta edição do festival, Corrinha Silva considerou a ação como uma vitrine para os pequenos empreendedores. “Para a gente, é uma oportunidade tanto para divulgar, como para vender. Aqui, temos a chance de apresentar a nossa produção para que mais pessoas, daqui e de fora da cidade, conheçam. Ações como essa são muito boas para que a nossa cultura seja conhecida e levada a mais lugares”, destacou. 

Redação

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