Embaixada da Argentina em Brasília: Manifestações sindicais ecoam solidariedade à greve geral contra políticas de Milei

Sindicatos brasileiros unem-se em apoio aos trabalhadores argentinos em meio à primeira greve geral do presidente Javier Milei.
 Embaixada da Argentina em Brasília: Manifestações sindicais ecoam solidariedade à greve geral contra políticas de Milei

Foto: Reprodução

Na tarde da última quarta-feira (24), a Embaixada da Argentina em Brasília foi o epicentro de manifestações sindicais brasileiras em apoio à primeira greve geral enfrentada pelo presidente argentino, Javier Milei. Em um cenário de tensões trabalhistas, sindicatos brasileiros, liderados pela Nova Central Sindical (NCST) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), fizeram ouvir sua voz em solidariedade aos trabalhadores argentinos.

A greve, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical argentina, e apoiada pela Confederação de Trabalhadores Argentinos (CTA) e outros setores, teve como lema “O país não está à venda“. A expressão do descontentamento popular diz respeito às recentes reformas econômicas e trabalhistas implementadas por Milei, conhecidas como “decretaço“, e à polêmica Lei Omnibus, que prevê a privatização de empresas estatais.

As repercussões das medidas neoliberais de Milei foram significativas, com bancos fechados e transporte público, incluindo ônibus, trens e metrô, operando com horários reduzidos. A adesão dos caminhoneiros e trabalhadores do setor aéreo resultou no cancelamento de mais de 30 voos, impactando principalmente as operações das companhias Gol e Latam.

Em Brasília, Moacyr Auersvald, presidente da NCST, ressaltou a importância de defender os direitos trabalhistas, alertando contra a repetição do cenário brasileiro sob as administrações de Temer e Bolsonaro, que, segundo ele, prejudicaram o movimento sindical e os direitos dos trabalhadores no Brasil.

Wilson Pereira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), destacou a necessidade da resistência sindical na Argentina, expressando solidariedade, especialmente aos setores de hotelaria, gastronomia e alimentação. Ele observou que o cancelamento de voos não é uma forma de apoio ao movimento, mas uma consequência direta das paralisações.

A diretora da mulher da NCST e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), Sonia Zerino, levou o apoio da confederação e destacou a força das mulheres trabalhadoras argentinas.

Essas mobilizações refletem um cenário de desafios econômicos e sociais na América do Sul, com sindicatos e organizações trabalhistas se posicionando firmemente contra políticas percebidas como prejudiciais aos direitos dos trabalhadores. Os eventos de hoje sublinham a solidariedade transnacional entre as classes trabalhadoras e a importância de um sindicalismo forte na manutenção da democracia e na luta contra a erosão de direitos trabalhistas e sociais.

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