Empresário e cantor Dom Silver é apontado em episódios de violência, surtos e feminicídio no Grande Recife Vídeos exclusivos mostram momentos de destruição e ameaças envolvendo o empresário Sílvio Souza Silva; caso culmina na morte da estudante Isabel Cristina e segue sob investigação da Polícia Civil
Vídeos exclusivos mostram momentos de destruição e ameaças envolvendo o empresário Sílvio Souza Silva; caso culmina na morte da estudante Isabel Cristina e segue sob investigação da Polícia Civil

O empresário do ramo de esquadrias de alumínio e vidro, Sílvio Souza Silva, de 48 anos, conhecido artisticamente como Dom Silver, está no centro de uma série de denúncias envolvendo episódios de violência, surtos e comportamento agressivo, que culminaram em um caso de feminicídio registrado no Grande Recife.
Proprietário da empresa Aluvid, especializada na fabricação de portas e janelas de alumínio, localizada nas proximidades do Centro de Treinamento do Náutico, no bairro da Guabiraba, Dom Silver também atuava como cantor e teve uma breve passagem pela banda pernambucana Kitara. Após deixar o grupo, formou a banda Sedução, que teve curta duração. Posteriormente, sua então companheira, Bru Bonequinha, seguiu carreira solo, enquanto ele tentou se reposicionar artisticamente como Dom Vaqueiro, buscando espaço no mercado das vaquejadas.
Além da atuação empresarial e musical, ele também era responsável pela administração do hotel Silverton Paiva Experience, situado na Barra de Jangada, empreendimento onde possuía diversos apartamentos.
Na última semana, vídeos exclusivos obtidos pela reportagem mostram momentos de extrema tensão envolvendo o empresário e sua então namorada, a cantora conhecida como Bru Bonequinha. O casal mantinha um relacionamento há cerca de quatro anos e morava junto. As imagens registram episódios de destruição dentro de um dos apartamentos, com móveis quebrados e sinais de surto. Segundo relatos, a artista já teria sido ameaçada anteriormente, inclusive com menções de morte e episódios em que o empresário teria apontado uma arma para si próprio.
Outros relatos indicam comportamentos semelhantes em diferentes ocasiões, incluindo um episódio recente em Sergipe, onde o empresário havia alugado um apartamento por uma semana para acompanhar a produção musical da namorada em estúdio. Durante o período, sob efeito de álcool, ele teria apresentado comportamento agressivo e causado danos ao imóvel.
O caso ganhou maior gravidade após a morte da estudante de medicina Isabel Cristina Oliveira dos Santos, de 22 anos, ocorrida no último domingo (22), em um apartamento no Le Parc Boa Viagem Residencial Resort. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, o crime foi registrado como feminicídio consumado, seguido da morte do autor.
Em nota, a administração do condomínio informou que o imóvel onde ocorreu o crime era regularmente ocupado pelo casal e que não havia qualquer registro de medidas protetivas ou restrições judiciais que impedissem o acesso de qualquer das partes ao local.
Familiares da vítima relataram que o relacionamento era marcado por conflitos e que o empresário não aceitava o fim da relação, que durou cerca de oito anos e deixou uma filha de três anos. Há ainda registro de um processo judicial recente envolvendo acusações de perseguição, ameaças e conflitos entre o casal.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, que segue em investigação. O velório da estudante foi realizado no Cemitério Parque das Flores, no Recife. Até o momento, a família do empresário não se pronunciou publicamente.

