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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é grave problema de saúde pública

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Crédito: Divulgação

Considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, a hanseníase tem cura, mas ainda hoje representa um problema de saúde pública no Brasil. Doença tropical negligenciada, infectocontagiosa de evolução crônica, se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. 

O Brasil é o segundo país com o maior número de casos de hanseníase diagnosticados no mundo. Perde apenas para a Índia. Anualmente, são contabilizados por aqui 30 mil novos casos. 

De acordo com o médico dermatologista, Sérgio Paulo, a transmissão da hanseníase ocorre pela respiração e a partir do contato com pacientes ainda não tratados. “Em tese, todas as pessoas estão expostas, no entanto, a maioria delas possui uma resistência natural e não adoece, mesmo quando entram em contato com o bacilo. Os grupos de maior risco são familiares e pessoas próximas de pacientes.”, explica o médico.

Dessa forma, como parte das ações de controle, todos os indivíduos que mantêm contatos próximos com os pacientes devem ser examinados visando ao diagnóstico precoce.

O tratamento é gratuito e realizado pelo SUS em todo o território nacional. Conforme a gravidade, ele dura de seis a 12 meses. Após o início da terapia, não é necessária nenhuma medida higiênica ou de isolamento domiciliar, como separação de talheres. Com a primeira dose da medicação, o risco de contágio cai drasticamente.

“Em resumo, a hanseníase é curável e o prognóstico, muito bom na maioria dos casos. Mas isso está diretamente ligado ao tempo de evolução da doença. É vital que os brasileiros estejam atentos aos sintomas e procurem assistência médica o mais rapidamente possível.”, afirma Dr. Sérgio Paulo.

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