Mangue no Recife é alvo de operação contra grupo suspeito de ligação com o Comando Vermelho Ação na Ilha do Bananal já dura 28 dias, resultou em 17 prisões e apreendeu armas, munições e drogas avaliadas em milhões de reais
Ação na Ilha do Bananal já dura 28 dias, resultou em 17 prisões e apreendeu armas, munições e drogas avaliadas em milhões de reais

Informações do JC
A operação na Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, já dura 28 dias. Balanço divulgado nesta sexta-feira (19), pelas polícias Civil e Militar, destacou que foram presos 17 suspeitos de integrar um grupo com fortes indícios de ligação com a facção Comando Vermelho (CV). Além disso, 17 armas de fogo e mais de 3,7 mil munições foram apreendidas.
A Operação Iara, como foi denominada, teve início após a análise criminal e de inteligência da Polícia Militar perceber a intensa atividade de criminosos na região formada por mangue e vegetação. O grupo, identificado como “Irmãos Metralha” é especializado em crimes como tráfico de drogas e armas de fogo, homicídios e lavagem de dinheiro.
“Há uma dificuldade de acesso à área por ser um terreno protegido por rio. Mas no dia 22 de maio demos início à operação, com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se infiltrando. Um único tiro não precisou ser disparado e os primeiros suspeitos começaram a ser presos”, declarou o diretor de Planejamento Operacional da PM, coronel João Barros.
Segundo a polícia, armas de fogo – incluindo uma metralhadora e um fuzil – e drogas foram encontradas enterradas. O prejuízo à organização é avaliado em R$ 5,2 milhões.
“A região era um ‘quartel-general’ do grupo, que fazia a distribuição dos entorpecentes para outras localidades do Grande Recife”, pontuou o delegado Ney Luiz Rodrigues, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
LÍDER DO GRUPO FOI CAPTURADO NA PARAÍBA
Conforme revelado pelo Jornal do Commercio, um dos líderes do grupo, Natanael Santos da Silva, conhecido como “Negão”, foi capturado no município de Natuba, na Paraíba, na última quarta-feira (17).
A investigação indica que Natanael exercia funções relacionadas à arrecadação financeira da organização, gerenciamento do tráfico, cobrança de devedores, aquisição de entorpecentes e manutenção do arsenal de armas de fogo.
Após a prisão, o suspeito indicou aos policiais onde estava parte das armas de fogo da organização.
A polícia reforçou que a operação continua, inclusive com uma estrutura móvel fixa da PM no local. “Queremos prender os integrantes e descapitalizar o grupo, porque esses indivíduos são facilmente substituídos”, disse o delegado.
A polícia também pontuou que o episódio do ônibus incendiado na BR-101, na comunidade do Detran, foi uma forma de retaliação de membros do grupo e que não houve participação de moradores da localidade.




