Menino atacado por tubarão em Piedade brincava em área rasa do mar, informam Bombeiros Criança sofreu ferimentos graves e foi socorrida consciente após ataque na praia de Piedade; Corpo de Bombeiros reforça alerta sobre riscos em áreas sem barreiras de contenção.
Criança sofreu ferimentos graves e foi socorrida consciente após ataque na praia de Piedade; Corpo de Bombeiros reforça alerta sobre riscos em áreas sem barreiras de contenção.

Informações do JC
Criança sangrava muito quando foi socorrida
A segunda tenente do Corpo de Bombeiros Paloma Milena conta, em entrevista ao programa Primeiro Impacto da TV Jornal, conta que, embora estivesse consciente no momento do socorro, o menino João Lucas sangrava muito e precisava do socorro imediato.
Quando acionada, a equipe de guarda-vidas que atuava na área rapidamente iniciou o atendimento pré-hospitalar. De acordo com a oficial, “foi um ferimento grave e direcionamos à Unidade de Suporte Avançado (USA), para estabilizar a vítima antes de encaminhar para a unidade hospitalar”.
João Lucas foi levado inicialmente para o Hospital da Aeronáutica e posteriormente transferido para o Hospital da Restauração. Ainda internado em estado grave, a família mobiliza uma campanha de doação sanguínea do tipo A+ para o menino, que pode ser recolhido no Hemope.
População deve respeitar as recomendações de segurança
Após o ataque, o menino foi retirado do mar por banhistas. Paloma orienta que, em situações como essa, a melhor forma de ajudar a vítima é mantendo-a acordada e acionando imediatamente o Corpo de Bombeiros ou Samu, para evitar piora no quadro.
Se houver sangramento muito forte, como no caso, também é recomendado estancar com panos limpos. Tecidos sujos ou com areia podem agravar a situação e gerar uma infecção por contaminação.
A oficial reforça, ainda, um pedido importante: “antes de filmar, acione o Corpo de Bombeiros ou o SAMU”. De acordo com ela, é comum que as testemunhas imediatamente comecem a gravar a situação, que além de promover uma exposição desnecessária, também retarda o socorro da vítima.
Ataques de tubarão não são novidade
Ainda na entrevista ao vivo à TV Jornal, a bombeiro militar esclarece que João Lucas brincava no raso, mas que isso não garante segurança contra ataques de tubarão no mar. “Não importa se a água está na cintura ou no joelho, nem se a maré está alta ou baixa. Por ser água turva, o animal vê o movimento e ataca”.
Ela reforça que, em áreas como a praia de Piedade, que não há barreira de proteção física para frear a passagem dos animais, o risco é constante. “O que a gente pede à comunidade é respeito à sinalização e evitar entrar em águas que não estão represadas”.
De acordo com o Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), desde 1992 foram registrados 83 casos de ataques em Pernambuco, 69 somente na Região Metropolitana do Recife. Somente na praia de Piedade, onde o incidente aconteceu, o número já chega a 24, empatado com Boa Viagem.

