Moradores e turistas enfrentam dificuldades para sacar dinheiro em Porto de Galinhas

 Moradores e turistas enfrentam dificuldades para sacar dinheiro em Porto de Galinhas

Banco do Brasil do balneário foi alvo de bandidos em fevereiro e está fechado desde então. Segundo Procon-PE, outras 20 cidades estão sem atendimento do Banco do Brasil devido a investidas criminosas.

De fora, não dá para reconhecer o lugar onde funcionava o Banco do Brasil do balneário de Porto de Galinhas, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. Bandidos explodiram a agência em fevereiro e, desde então, moradores e turistas vêm enfrentando dificuldades para sacar dinheiro e ter acesso a serviços bancários.

O espaço do antigo banco agora é usado como apoio da obra de reconstrução das oito lojas da feirinha de artesanato, também destruídas pela explosão. Para sacar dinheiro, as pessoas usam um caixa eletrônico, colado na antiga agência. Se tiverem sorte, afirmam os moradores.

“Às vezes, só tem consulta de extrato, saldo. Saque não tem sempre disponibilidade, porque não acaba o dinheiro. É complicado ser cliente e estar sendo lesada, porque eu me sinto lesada como cliente”, lamenta a aposentada Dora Emília Muniz.

Porto de Galinhas só tem atualmente uma agência da Caixa Econômica. Os clientes de todos os outros bancos usam o caixa eletrônico ao lado da antiga agência, seja morador ou turista. Como para muitos é a alternativa é apenas o único caixa, ele vive com fila. O movimento só diminui quando não há dinheiro.

Banco do Brasil foi alvo de explosão em Porto de Galinhas (Foto: Danilo Cesar)

Turistas que deixam para sacar no balneário acabam se arrependendo e desistindo devido a longa espera. “Tentamos ontem três vezes e desistimos por conta da fila”, conta a vendedora Vanessa Lima, que estava passeando pelo local.

Os vendedores que trabalham nas barracas da praia também sentem as consequências dessa situação. A maioria só aceita dinheiro em espécie. “A gente acaba perdendo, na maioria das vezes. Muitos clientes não vêm com dinheiro”, explica o garçom Amauri Raimundo da Silva.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, nos três últimos anos, bandidos explodiram 157 bancos no interior do estado. Pelo levantamento do Procon estadual, 21 agências ainda não voltaram a funcionar. Todas do Banco do Brasil.

“A economia local foi afetada, o nível de insegurança para comerciantes, servidores públicos e a população em geral que recebem inclusive os benefícios sociais estão todos afetados”, aponta o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota.

O Ministério Público entrou na Justiça para que o Banco do Brasil reabra as agências. “Esse argumento de explosão de banco não é um argumento viável, até porque o estado não pode recuar para bandidagem. Há várias atitudes que podem ser tomadas e uma delas é uma que se faz em todo primeiro mundo que é colocar um dispositivo de tinta que qualquer caixa eletrônico que for invadido ele destrói a cédula e ai não vai ter nenhuma incentivo para que o bandido cometa algum assalto”, destaca o procurador geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros.

Banco do Brasil lamentou os transtornos provocados pelas explosões e apontou que isso prejudica a integridade física e emocional de clientes, funcionários e prestadores de serviços. O banco disse ainda que como alternativa à suspensão do atendimento, os clientes podem utilizar correspondentes bancários e casas lotéricas para saques e consulta a saldos e extratos. Existe ainda a rede Banco 24 horas para transações de saques, consulta a saldos e extratos, recebimento de benefício e pagamento de contas.

Edição:Robson Ouro Preto

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