Pais transformam sala em parque

Medo de contágio do Covid-19 tem confinado famílias, em Portugal, que improvisam novos hábitos
 Pais transformam sala em parque

No meio às incertezas e ao medo pela extensão do novo coronavírus em Portugal, população tem adotado a quarentena espontânea e criado condições menos sofríveis para enfrentar o período difícil que o mundo atravessa. E como fazer isso com os miúdos de férias forçada? O jeito é improvisar! É o que tem feito muitos pais desde que o governo anunciou as medidas para combater a propagação do vírus e suspendeu todas as atividades letivas e aulas.

“Lemos livros, inventamos histórias e até improvisamos uma cabana dentro de casa. Confesso que quando nossa mente fica exausta liberamos um pouco a televisão ou algum joguinho educativo no tablete”, relatou a brasileira Leticia Vieira, que mora em Portugal com a família. Mãe do pequeno Lucas de 3 anos, ela e o marido, que também trabalha em casa, estão tentando se adaptar a esse novo momento.

“Por aqui somos três adultos tentando nos virar nos 30 com uma criança sem aulas. Iniciamos a quarentena voluntária no sábado, e hoje é o primeiro dia oficial conciliando home-office com meu filho em casa”, informou Letícia que é professora de inglês. Ela e o marido encontraram de forma bem prática a nova dinâmica familiar. “Papai (o marido) manteve o escritório já existente no quarto principal, mamãe (ela) improvisou um escritório no quarto do filho, e a sala virou o lugar dos brinquedos e diversão”, contou.

Letícia se diz privilegiada por estar podendo ter o apoio da mãe que há um mês veio morar em Portugal. “Eu não sei como isso seria possível sem ela, tendo em vista que meus horários de aula e reuniões do meu marido são nos mesmos horários. Então, ela usa seus recursos de vó para entreter o pequeno enquanto trabalhamos”.

Joaquim faz tarefinhas pela manhã e tem a tarde livre para filmes, jogos e brincadeiras – Crédito: cortesia

Assim como a família de Letícia, outras também estão mudando suas rotinas e transformando os apartamentos em verdadeiros parques de diversão. Carrinhos, pistas, bonecas, jogos, muito papel e lápis de cor espalhados por todos os lados. Esses tem sido os novos objetos que decoram as salas dos lares em Portugal. “Estou a dividir o tempo (do meu filho). Estudo das matérias do 3º ano, no período da manhã. E à tarde livre para filmes, jogos no tablete e brincadeiras, como pintura, experiência e leitura de livrinhos”, informou Tânia Amorim, que veio para Portugal fazer o doutoramento. Ela acrescentou que esporadicamente tem levado o filho ao parque municipal. Eles moram numa cidade pequena, próxima à Lisboa, e ainda não há muitas restrições por lá, embora “poucas crianças estão a frequentar o parque”.

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