Pernambuco apresenta balanço de programa que amplia acesso às políticas culturais nos territórios

Comitê de Cultura detalhou atuação em 184 municípios e parceria com 21 Agentes Territoriais de Cultura durante seminário regional na UFBA

 Pernambuco apresenta balanço de programa que amplia acesso às políticas culturais nos territórios Comitê de Cultura detalhou atuação em 184 municípios e parceria com 21 Agentes Territoriais de Cultura durante seminário regional na UFBA

A atuação conjunta de três organizações da sociedade civil com 21 Agentes Territoriais de Cultura marcou a apresentação do Comitê de Cultura em Pernambuco, nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, durante o Seminário Regional dos Comitês de Cultura. A coordenadora Joana D’Arc Ribeiro compartilhou dados, estratégias e resultados de mais de 24 meses de trabalho em uma plenária realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, com representações de nove  estados do Nordeste.

O Comitê de Cultura em Pernambuco é formado pela Associação dos Filhos e Amigos de Vicência (AFAV), ONG Cores do Amanhã e Associação Estação da Cultura. As três organizações atuam de forma colaborativa com os Agentes Territoriais de Cultura na Zona da Mata, no Agreste, no Sertão e na Região Metropolitana do Recife, com ações de promoção, divulgação e formação nos 184 municípios pernambucanos.

A apresentação detalhou como essa articulação aproxima as políticas culturais de povos e comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas, além de moradores de áreas periféricas,, distritos e áreas rurais. A estratégia conecta artistas, produtores, mestres, grupos, coletivos e comunidades às políticas públicas por meio da presença nos territórios, da escuta e de uma linguagem próxima da população.

Ao fazer o balanço dos últimos dois anos, a coordenadora do Comitê destacou a relação construída com as comunidades e a presença do programa em lugares que historicamente enfrentam dificuldades para acessar as políticas públicas de cultura. “Eu conheço de perto a força desses territórios e sei o que significa quando uma política pública chega a uma comunidade quilombola, a uma aldeia, a uma favela ou a uma área rural e diz: vocês também fazem parte disso. Foram mais de dois anos ouvindo pessoas, entrando nas comunidades, aprendendo com quem faz cultura todos os dias e construindo junto com os Agentes Territoriais, e é esse caminho que me emociona quando olho para tudo o que fizemos”, afirmou.

Para a gestora cultural do programa em Pernambuco, a experiência deixa um legado que ultrapassa as ações realizadas nesse período e reforça a cultura como direito e política pública. “O Programa Nacional dos Comitês de Cultura reconhece essas vozes, fortalece o pertencimento e mostra que é possível construir política pública com o povo e não apenas para o povo. A gente precisa cuidar dessa conquista, porque um país que reconhece sua memória e a força dos seus territórios também fortalece sua soberania, e esse é um legado que precisa continuar chegando a quem ficou, por muito tempo, distante das oportunidades e das decisões”, completou.

O Seminário Regional dos Comitês de Cultura integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), do Governo do Brasil, desenvolvida em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A programação reúne experiências sobre formação, participação social, memória, articulação territorial e acesso às políticas públicas de cultura no Nordeste.

Redação

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