Projeto de decoração de novo prédio da Assembleia Legislativa de PE é orçado em quase R$ 1,5 milhão

 Projeto de decoração de novo prédio da Assembleia Legislativa de PE é orçado em quase R$ 1,5 milhão

Projeto de ornamentação inclui brasões, iluminação, painéis fotográficos, busto e espelhos. Decoração é destinada exclusivamente para o prédio em que ficam os deputados estaduais.

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) selecionou, através de um pregão eletrônico, uma empresa para decorar o novo prédio em que trabalham os deputados estaduais. O projeto de ornamentação, que inclui brasões, iluminação, painéis fotográficos, busto e espelhos, está orçado em quase R$ 1,5 milhão, valor que poderia custear a construção de aproximadamente 40 casas populares. Nas ruas do Recife, a população recrimina o investimento e sugere gastos com saúde e educação.

A reportagem acompanhou o pregão, que tratou basicamente de serviços de decoração, arquitetura e engenharia. Ao todo, seis empresas se inscreveram, mas apenas duas compareceram ao encontro, que funciona como um leilão. A empresa que ofereceu o menor preço pelos serviços propôs R$ 1,482 milhão para realizar o serviço.

Ao todo, serão confeccionados dez painéis fotográficos com cenas da obra da sede nova da Alepe; sete brasões de Pernambuco; um busto de Miguel Arraes, que dá nome ao edifício principal da Assembleia; além de estruturas em aço em forma de “x”, espelhos, tapetes, molduras e luminárias. Todos eles são destinados exclusivamente para o prédio principal, onde ficam os deputados estaduais. A edificação, inaugurada no meio de 2017, custou R$ 26 milhões.

O processo ficou em aberto porque a pregoeira entendeu que o valor ainda estava alto. A casa vai voltar a analisar os custos para aprovar o preço ou decidir se haverá a abertura de uma nova disputa.

A Reportagem tentou entrevistar o presidente da Alepe, Guilherme Uchôa (PDT), mas ele não foi encontrado nesta quarta-feira (13). A superintendente de patrimônio da Alepe, Cíntia Barreto, defende que a decoração é uma forma de divulgar a história de Pernambuco. “A história da sociedade precisa ser divulgada, não podemos deter esse tipo de informação”, ressalta.

Segundo Cíntia Barreto, os preços indicados são de mercado. “Investigo os preços, passo a minha ideia e algumas empresas tentam se habilitar. Com base nos orçamentos, fazemos uma análise técnica”, explica.

Edição:Robson Ouro Preto

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