Semana Santa: pesquisa indica a intenção de consumo das famílias da RMR

Estudo da UniFAFIRE revela que 71% dos recifenses pretendem comprar pescados e 55% deverão apostar nos chocolates.
 Semana Santa: pesquisa indica a intenção de consumo das famílias da RMR

Foto: Lucas Costa

A Páscoa é o principal feriado cristão e possui um profundo significado cultural no país. Dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, mostram que os cristãos somam 88,52% da população brasileira, divididos entre católicos apostólicos romanos (64,44%), evangélicos (22,1%), e o agregado das demais religiosidades cristãs, compondo cerca de 2% da população.

A pesquisa Global Religion 2023, produzida pelo instituto Ipsos e divulgada pela BBC News Brasil, indica que quase nove em cada dez brasileiros dizem acreditar em Deus. O índice de 89% de crença em um poder superior coloca o país no topo do ranking de 26 países elaborado pelo Ipsos, com base em uma plataforma online de monitoramento que coleta informações sobre o comportamento destas populações.

Esses dados reiteram o forte apelo religioso e cultural que a Páscoa tem sobre a população e a expressiva relação com o consumo de pescados e chocolates de uma maneira geral. É uma data que movimenta muitos setores do varejo, porém os mais expressivos, são os que compreendem esses dois itens alimentares. Com base nessa disposição e para saber como os recifenses estão se preparando para o período, o Núcleo FAFIRE Inteligência de Mercado – grupo de estudos do Centro Universitário Frassinetti do Recife -mapeou o cenário e o mercado esperado acerca do comportamento e consumo dos alimentos pelos consumidores da Região Metropolitana do Recife (RMR).

A pesquisa sobre “A intenção de compra de pescados e chocolates na Semana Santa” realizada entre os dias 5 e 12 de março, com 750 homens e mulheres, em diversos espaços do Recife, a exemplo dos bairros do Derby, Boa Vista e Jaqueira, acaba de ser divulgada. O estudo revela que, 71% dos entrevistados pretendem comprar pescados e, que, nesse universo, há um equilíbrio no valor a ser gasto com o alimento, onde cerca de 45% das pessoas pretendem gastar acima de R$ 100 e 44% pretende gastar entre R$ 50 e R$100. Já com os chocolates, o número de recifenses que pretendem comprar é menor, ficando em aproximadamente 55% dos entrevistados, sendo que a maioria, ou seja, 44% deles, pretendem gastar entre R$ 50 e R$ 100 com o item.

De acordo com o educador financeiro e Coordenador do Núcleo FAFIRE Inteligência de Mercado, João Paulo Nogueira, esses resultados comprovam que, realmente ainda tem pessoas que desejam comprar chocolate e desse público que quer comprar, a maioria está disposta a pagar um pouco mais pelo item. Porém, o número de recifenses que pretendem comprar pescados como alimento para a Semana Santa, é bem maior.

Acreditamos que essa elevação está relacionada aos hábitos religiosos da maioria da população nesse período. A crença está muito ligada a esse consumo, sobretudo na Sexta-Feira Santa e no domingo, onde as pessoas costumam fazer a penitência da carne, consumindo apenas peixes e frutos do mar. Os chocolates não tem, digamos, essa “obrigatoriedade“”, considera o coordenador da pesquisa, que aproveita para relacionar o poder de compra das famílias em relação aos tradicionais ovos de páscoa. O aumento no valor do produto e a variação elevada entre as marcas comercializadas no mercado, muitas vezes inviabilizam a compra.

A nossa pesquisa mostra que do universo dos 55% dos entrevistados que disseram estar dispostos a comprar chocolates, 44%, devem investir no máximo R$ 100.  Ou seja, para um pai ou uma mãe de família que tem filhos, e muitas vezes, mais de um, esse valor limita bastante a busca por ovos de páscoa devido aos altos preços do produto. Muitos terminam buscando outras alternativas como ovos menores que são vendidos em quantidades ou barras de chocolate“, aponta Nogueira.

A pesquisa sobre “A intenção de compra de pescados e chocolates na Semana Santa” foi elaborada através de questionários estruturados, feitos por integrantes da consultoria Projetos Júnior supervisionados pelos consultores. As variáveis econômicas foram relacionadas ao sexo, faixa de renda e nível de escolaridade.

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