“Toy Story 5” mostra como uma franquia pode envelhecer sem perder a relevância

Após mais de três décadas, nova animação da Pixar atualiza a saga ao abordar infância, tecnologia e mudanças no comportamento das novas gerações

“Toy Story 5” estreou nos cinemas no dia 18 de junho – Divulgação

Uma das franquias mais marcantes da história do cinema está de volta. Trinta e um anos após a estreia do primeiro filme, “Toy Story 5”, da Pixar, chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18) e, pela primeira vez, coloca a relação entre infância e tecnologia no centro da narrativa.

Desta vez centrado em novos personagens, a animação prova que não precisa manter os protagonistas dos outros filmes, Woody e Buzz Lightyear, no centro para conservar a nostalgia que consagrou a saga.

No quinto filme da franquia, os brinquedos enfrentam um novo desafio: os dispositivos eletrônicos, que passam a ocupar boa parte do tempo de Bonnie, agora com 8 anos.

O tablet infantil Lilypad, capaz de criar mundos virtuais e prender a atenção da menina, faz com que ela se afaste dos brinquedos na tentativa de se conectar a outras crianças.

Hiperconectada, Bonnie passa a buscar pertencimento por meio das interações digitais, enquanto Woody, Buzz, Jessie e os demais embarcam em uma jornada que contrapõe tecnologia e tradição.

O filme também lança um olhar sobre o tempo excessivo de exposição às telas e seus impactos na infância.

A construção de “Toy Story 5” reforça a capacidade da franquia de se manter relevante sem abrir mão de sua identidade.

Dirigido por Andrew Stanton, com codireção de Kenna Harris e produção de Lindsey Collins, o longa se reinventa ao transitar entre o analógico e o digital, revisitando brinquedos clássicos dos anos 1990, como os de madeira e botão, evocando o imaginário do público que acompanha desde a primeira obra.

Apesar do alerta sobre o uso excessivo da tecnologia, a animação evita uma abordagem moralista e reconhece que as telas também podem ser aliadas no desenvolvimento infantil.

O resultado é um filme que emociona sem recorrer a elementos narrativos fáceis e que consegue conversar com diferentes gerações.

“Toy Story 5” alcança um feito raro: permanecer atual após mais de três décadas, acompanhando não apenas a evolução de seus personagens, mas também a transformação de seu público.

Redação

Related post

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *