Trump revela ter solicitado à Fifa a revogação do cartão vermelho aplicado por árbitro brasileiro na Copa de 2026
O ex-presidente Donald Trump voltou a ser alvo de atenção, desta vez no cenário esportivo. Ele revelou ter solicitado à Fifa a revisão de um cartão vermelho que foi aplicado a um jogador americano durante a Copa do Mundo de 2026, e não poupou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus.
A polêmica teve início na quarta-feira (1º/7), em uma partida da seleção dos Estados Unidos. O atacante Folarin Balogun, de 25 anos, recebeu um cartão vermelho após uma falta em um defensor da Bósnia. Com isso, ele ficaria fora do confronto das oitavas de final contra a Bélgica.
Contudo, no domingo (5/7), a Fifa anunciou uma decisão inesperada: suspendeu a penalização automática por um período de 12 meses. Assim, Balogun, que já havia balançado as redes três vezes no torneio e se destacado como artilheiro da equipe americana, pôde retornar ao campo nesta segunda-feira (6/7) em Seattle.
Trump lança críticas infundadas ao árbitro Raphael Claus
<pTrump festejou a revogação da suspensão e confessou ter influenciado diretamente na decisão da Fifa. “Vi a jogada. Entendo bastante de esportes; fui um bom atleta e aquilo não foi falta,” afirmou. Além disso, ele descreveu o árbitro Raphael Claus como “um pouco suspeito”.
<pApós expressar seu descontentamento nas redes sociais em relação ao cartão, Trump elogiou a entidade após a reversão: “Agradeço à FIFA por fazer o que era certo e corrigir uma grande injustiça!”, publicou ele.
<pEssa declaração gerou uma onda de controvérsia. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prontamente defendeu o árbitro nacional. Em comunicado oficial, a CBF destacou que Claus é “amplamente reconhecido como um dos melhores árbitros do mundo”.
O Comitê Disciplinar da Fifa não divulgou os motivos que levaram à mudança na suspensão automática de Balogun para “uma pena condicional de um jogo com um período probatório de um ano“.
A Federação Belga de Futebol (RBFA) recorreu contra a reintegração do jogador, mas o Comitê de Apelação da Fifa rejeitou o pedido nesta segunda-feira (6/7). Por sua vez, a Uefa criticou duramente a decisão da Fifa, afirmando que cruzou “uma linha vermelha“.
Imagem: Divulgação
Qual é o impacto dessa situação?
A presença de Balogun no ataque americano é considerada fundamental. Sua participação pode ser decisiva para o desempenho dos EUA em casa. A rápida reversão da punição pela Fifa e a confissão de Trump suscitaram preocupações sobre possíveis influências políticas no esporte.
<pEnquanto torcedores americanos celebram o gesto "justo" do presidente, críticos veem essa situação como mais um exemplo de interferência indevida nas decisões esportivas.
Posição da FIFA sobre o caso
<pNesta segunda-feira (6/7), Gianni Infantino, presidente da Fifa, confirmou ter conversado com Trump sobre o cartão vermelho. “Eu me comunico frequentemente com o Presidente dos Estados Unidos sobre questões relacionadas à Copa do Mundo e recebi realmente uma ligação dele,” declarou em nota.
<pEntretanto, Infantino enfatizou que os órgãos judiciais da entidade atuam com autonomia e independência: “Essa independência é crucial para a credibilidade e integridade do futebol e deve sempre ser respeitada.”
<pO presidente da Fifa ainda mencionou que informou Trump que “a questão [do cartão vermelho] seria decidida em seu devido tempo pelas autoridades competentes.”
“Leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando são publicadas. Às vezes fico surpreso com elas; às vezes concordo e outras não. Porém, sempre respeito essas decisões e a independência dos órgãos responsáveis por elas,” concluiu Infantino.
Trump usar o Salão Oval para admitir que ligou para o presidente da FIFA exigindo a anulação do cartão de Balogun é o retrato do seu autoritarismo. Ele, que se autointitula o “chefe do mundo”, assume publicamente que não conhecia a regra básica de suspensão, mas se sentiu no… pic.twitter.com/F65P8v5BTX
— Talíria Petrone (@taliriapetrone) July 6, 2026

