Nove sindicatos de postos de combustíveis se desligam da federação nacional em meio à escalada dos preços
Um grupo de nove sindicatos estaduais que representam postos de combustíveis decidiu deixar a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes. As entidades que se dissociaram incluem representantes de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. Essas organizações juntas são responsáveis por 65% dos postos de combustíveis no Brasil e correspondem a 70% do total das vendas no setor.
A justificativa para essa separação é a percepção de falta de representatividade em meio à crise do petróleo provocada pelo conflito no Irã. Os empresários do setor argumentam que a liderança nacional não está defendendo seus interesses adequadamente. Eles alegam que são injustamente responsabilizados pela alta nos preços da gasolina e do diesel. Com isso, planejam criar uma nova federação com sede em Brasília para fortalecer sua atuação política.
Atualmente, a Fecombustíveis tem sua sede localizada no Rio de Janeiro e é dirigida pelo sindicato do estado de Alagoas. Os sindicatos dissidentes afirmam que a gestão vigente não reage adequadamente aos aumentos promovidos pelas distribuidoras e pela Petrobras. Segundo esses sindicatos, a estatal realiza leilões que elevam os custos dos combustíveis. Eles argumentam que as alterações nos preços ocorrem na cadeia de distribuição antes que o produto chegue às bombas de combustível.
Esse cenário problemático se agrava com uma recente ação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que abriu um inquérito administrativo para investigar líderes sindicais nas regiões da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Além disso, o órgão também está conduzindo uma investigação no Distrito Federal relacionada à conduta dos revendedores.
(Fonte: Correio Braziliense. Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
Jornalista, publicitário e especialista em marketing político. É diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor da obra “Manual do Candidato Vencedor”, considerada uma referência em estratégias eleitorais.

