A largada foi dada: confira os potenciais candidatos à Presidência até agora.
A confirmação dos candidatos para as eleições presidenciais deste ano só acontecerá em agosto, após as convenções partidárias. Neste momento, diversos nomes já manifestaram suas pré-candidaturas, buscando articulação política e desempenho nas pesquisas eleitorais, que podem influenciar a permanência ou saída de candidatos da disputa.
Atualmente, seis pré-candidatos à Presidência estão confirmados para a eleição de 2026, que é prevista para ser uma das mais acirradas da história brasileira. Esta será a primeira eleição após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Desafios eleitorais
Paralelamente, observa-se um aumento nas tensões entre os vários poderes, com destaque para o crescente ceticismo em relação à imparcialidade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A desconfiança em relação ao STF, que ultrapassa a ala da direita, foi intensificada pela crise do Banco Master e pelo envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso.
Três ministros do STF fazem parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Assuntos relacionados ao Supremo devem dominar as discussões e posicionamentos dos candidatos.
Além da intenção da direita de movimentar pelo menos um processo de impeachment contra ministros do STF, o que está diretamente ligado à eleição para o Senado, o próximo presidente terá a oportunidade de indicar três novos ministros do Supremo durante seu mandato. Por outro lado, os debates e campanhas dos candidatos à Presidência devem se concentrar em temas econômicos e de segurança pública.
Os desafios enfrentados incluem a baixa aprovação do governo e uma situação econômica delicada, com a dívida pública bruta em uma trajetória de crescimento acelerado, com previsões de ultrapassar 83% do PIB ainda este ano e aumentos sucessivos de impostos. “Os problemas do ‘cotidiano imediato’ são os que mais mobilizam a grande massa do eleitorado: economia – inflação, inadimplência, emprego – e segurança pública. Questões políticas, mesmo as mais graves e urgentes, interessam a pouco mais de 10% dos eleitores”, destaca o cientista político e consultor eleitoral Paulo Kramer.
Pré-candidatos à Presidência até o momento
A lista a seguir apresenta os pré-candidatos à Presidência já anunciados e possíveis novas entradas na disputa.
Lula (PT)
Na campanha de 2022, Lula declarou várias vezes que, se eleito, seria “presidente de um mandato só” para consolidar uma frente ampla com aliados do centro. No entanto, após sua eleição, sua postura mudou, passando a defender a reeleição. Apesar de ser o presidente mais velho a assumir o cargo no Brasil, Lula comentou sobre a mudança de posição afirmando que, mesmo aos 80 anos, tem “energia de 30 e tesão de 20”.
Para vencer, o atual presidente enfrenta desafios como a baixa aprovação de seu governo e a grave situação econômica. O Brasil enfrenta um forte estrangulamento fiscal, com a dívida pública bruta em uma trajetória de crescimento acelerado, com projeções de ultrapassar 83% do PIB ainda este ano, além de constantes aumentos de impostos.
Flávio Bolsonaro (PL)
O senador do Rio de Janeiro, Flávio, foi escolhido em dezembro do ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para concorrer à Presidência. O anúncio surpreendeu parte da direita, que esperava que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fosse o escolhido.
Flávio está trabalhando intensamente para tentar unificar a direita sob o sobrenome da família, concentrando seus esforços para 2026 em herdar o eleitorado conservador e obter apoio de partidos do Centrão.
Romeu Zema (Novo)
O governador de Minas Gerais, que anunciou sua pré-candidatura em agosto, aposta na eficiência administrativa e na gestão liberal. Entre os desafios para as eleições de 2026 está a tentativa de nacionalizar seu nome, saindo da “bolha mineira” para se apresentar como o candidato do “Estado enxuto”.
Recentemente, Zema negou a possibilidade de compor a chapa de Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente e reafirmou sua intenção de manter a pré-candidatura.
Ronaldo Caiado (PSD)
O governador de Goiás representa uma figura tradicional da direita fora do núcleo bolsonarista. Ronaldo Caiado oficializou sua pré-candidatura em abril de 2025, enquanto ainda fazia parte do União Brasil.
No início deste ano, ele se filiou ao PSD de Kassab e, se for mantido como a escolha da legenda para a disputa majoritária, deverá focar na apresentação de índices de segurança pública e do agronegócio de Goiás, além de adotar um discurso antipetista. Para atrair votos da direita e centro-direita, Caiado busca se posicionar como uma alternativa de “direita moderada e executiva”.
Renan Santos (Missão)
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos representa o recém-criado partido Missão na disputa pela Presidência. Conhecido por suas críticas tanto ao petismo quanto ao bolsonarismo, Renan propõe uma visão descentralizadora da economia, destacando a profissionalização da gestão pública, combate à corrupção e políticas rigorosas de segurança pública. Recentemente, o ativista prometeu um combate radical às facções relacionadas ao narcotráfico, caso seja eleito.
Aldo Rebelo (DC)
Ex-ministro em governos petistas e ex-membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Aldo Rebelo rompeu com a esquerda nos últimos anos e, em dezembro do ano passado, anunciou sua pré-candidatura.
O nome especulado para compor a chapa como vice é o do ex-ministro do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten. “As pesquisas mostram que quanto mais candidatos de direita, melhor. O objetivo é único: derrotar a esquerda e derrotar o PT (no segundo turno)”, afirmou Aldo Rebelo à Gazeta do Povo.
Quem ainda pode aparecer entre os pré-candidatos à Presidência
Outros nomes ainda podem surgir como pré-candidatos à Presidência ou vice-Presidência nos próximos meses. Entre esses nomes estão os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) – caso um desses nomes seja escolhido pelo partido de centro, Caiado não seria mais o candidato principal.
“As pré-candidaturas de direita ainda estão em uma fase de testar a popularidade e, principalmente, de serem mais conhecidas fora das suas respectivas ‘bolhas'”, observa Paulo Kramer. Atualmente, os indícios apontam para a continuidade do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com seu projeto de reeleição ao cargo estadual.
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