AGU viabiliza acordo para transformar prédio ocupado no Recife em moradia popular

Conciliação encerra disputa judicial e destina imóvel do INSS, no bairro da Encruzilhada, ao programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, beneficiando famílias de baixa renda.

 AGU viabiliza acordo para transformar prédio ocupado no Recife em moradia popular Conciliação encerra disputa judicial e destina imóvel do INSS, no bairro da Encruzilhada, ao programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, beneficiando famílias de baixa renda.

Localizado no bairro da Encruzilhada, o imóvel será destinado a famílias de baixa renda – Foto: Divulgação

A Advocacia-Geral da União (AGU), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Governo de Pernambuco e movimentos sociais finalizaram o procedimento de conciliação que encerra a disputa judicial em torno de um imóvel na capital pernambucana. Com o acordo, foi solucionado o impasse de um imóvel situado no bairro da Encruzilhada, de propriedade do INSS, que estava no centro de uma ação de reintegração de posse desde 2021, e agora passará a integrar o patrimônio habitacional destinado a famílias de baixa renda.

A atuação da AGU, que representou a União e o INSS por meio da Procuradoria Regional da União da 5ª Região (PRU5), da Procuradoria Regional Federal da 5ª Região (PRF5) e da Procuradoria Federal Especializada do INSS (PFE/INSS), priorizou a autocomposição em detrimento do litígio prolongado. A Comissão de Conflitos Fundiários da Justiça Federal da 5ª Região coordenou o entendimento entre a SPU, o INSS e Governo de Pernambuco e três importantes movimentos de moradia: o Movimento das Mulheres ao Direito a Moradia (MMDM), o Movimento Luta por Moradia Digna (LPMD) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Estado de Pernambuco, filiado à União Estadual por Moradia Popular – PE (MTST-PE/UNMP).

O acordo estabelece obrigações claras para todos os envolvidos, garantindo que o interesse público e o direito constitucional à moradia caminhem juntos. Nos termos do acordo, o INSS comprometeu-se a transferir a gestão para a SPU, que, por sua vez, destinará o edifício para o programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.

Para a procuradora federal Flávia Camilla Pascoal, que atuou nas tratativas, a ação é de grande importância para a promoção da política pública de habitação no estado de Pernambuco. Ela explica que a negociação viabilizou “a destinação de um imóvel público, que não estava sendo utilizado para as finalidades institucionais do órgão, para ser canalizado em programas sociais de moradia, atendendo, assim, à política habitacional crítica no nosso país”, diz a procuradora.

Pelo termo assinado, foi previsto o pagamento do auxílio-moradia, no qual o Governo de Pernambuco compromete-se a pagar o benefício para as famílias listadas a partir da desocupação necessária para o início das obras, por um período de até 36 meses. Já os movimentos sociais atuarão na gestão e cadastramento das famílias beneficiárias, assegurando que o imóvel seja utilizado exclusivamente para fins habitacionais. Caso o projeto não comporte todas as famílias ocupantes, a entidade organizadora deverá garantir a realocação em projetos futuros.

O cronograma prevê que, em até cinco dias úteis, o INSS e a SPU formalizem a transferência de gestão do imóvel. A AGU seguirá acompanhando a execução do acordo, que tem vigência inicial de dois anos, podendo ser prorrogada para garantir a aplicação do termo.

Redação

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