Carlos Queiroz reassume o comando da seleção de Gana
Carlos Queiroz reassumiu o comando da seleção de Gana apenas dois meses após sua saída, que ocorreu após a Copa do Mundo de 2026. A federação anunciou oficialmente o novo contrato em 2 de setembro. A primeira consequência tangível dessa volta ocorrerá no confronto contra a Costa do Marfim: a continuidade de um treinador que já conhece bem o grupo reduz algumas incertezas para a partida, embora fatores como escalação, forma recente dos jogadores e local do jogo continuem sendo fundamentais. O novo ciclo terá início na próxima janela internacional.
Uma saída breve que não se tornou uma ruptura
Queiroz assumiu os Black Stars em abril, tendo pouco tempo para preparar a equipe antes do Mundial. Apesar disso, Gana conseguiu avançar da fase de grupos, vencendo o Panamá por 1 a 0, empatando sem gols com a Inglaterra e perdendo para a Croácia por 2 a 1.
A campanha da seleção se encerrou em 3 de julho, quando perdeu para a Colômbia por 1 a 0 na fase de 32. Dois dias depois dessa eliminação, o treinador anunciou sua saída. Agora, aos 73 anos, ele retorna ao cargo sem ter reconstruído as relações estabelecidas durante seu último ciclo.
| Etapa | Dado |
| Primeira chegada | Abril de 2026 |
| Mundial | Fase de 32 |
| Saída | Julho de 2026 |
| Retorno anunciado | 2 de setembro |
| Próximo compromisso | Costa do Marfim |
A Copa do Mundo deixou uma base sólida
Um dos principais benefícios desse retorno é o conhecimento prévio que Queiroz possui sobre os jogadores. Ele já trabalhou com eles em treinos, amistosos e quatro jogos do Mundial, permitindo que em setembro ele possa ajustar conceitos já trabalhados anteriormente.
Entretanto, isso não implica necessariamente em repetir a estratégia utilizada no Mundial. A equipe deverá adaptar-se ao momento atual dos atletas, às opções disponíveis e ao estilo dos próximos adversários. Embora essa continuidade ajude na projeção das funções esperadas para cada jogador, mudanças na escalação ou na formação tática ainda são possíveis.
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A Costa do Marfim será o primeiro desafio
Gana enfrentará a Costa do Marfim em duas partidas válidas pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações de 2027 entre os dias 21 de setembro e 6 de outubro. Um dos jogos será realizado em casa e o outro fora, servindo como teste para adaptação da equipe.
- Antes dessas partidas, cinco aspectos devem ser observados:
- condição física dos titulares após o início das ligas europeias;
- definição do centroavante e dos atacantes;
- equilíbrio entre pressão alta e defesa sólida;
- desempenho fora de casa;
- capacidade de criar oportunidades frente a uma seleção fisicamente forte.
Esses fatores também influenciam mercados relacionados ao resultado final dos jogos, total de gols e classificação. O retorno do treinador traz uma referência familiar, mas as odds devem ser impactadas principalmente pela convocação final e pela escalação escolhida à medida que se aproxima o dia da partida.
A experiência fundamenta a escolha
A federação salientou o conhecimento que Queiroz possui sobre os Black Stars e sua vasta experiência internacional. O técnico português já comandou seleções como Irã, Portugal, Colômbia e Egito, além de ter atuado em clubes renomados como Real Madrid e Manchester United.
A decisão evita uma mudança abrupta apenas semanas após o Mundial. Em vez de confiar a seleção a um novo treinador antes das competições oficiais, Gana optou por retomar um trabalho que havia sido interrompido recentemente e que pode ser aprimorado considerando tanto os pontos positivos quanto os negativos enfrentados contra adversários fortes.
Setembro mostrará se a continuidade foi eficaz
A rápida volta surpreende mais pelo tempo decorrido do que pelo currículo do treinador. Queiroz deixou seu cargo em julho; agora, a seleção busca restabelecer uma relação ainda recente antes do início de um novo ciclo competitivo.
Os confrontos contra a Costa do Marfim servirão como um verdadeiro teste dessa decisão. Se Gana conseguir manter sua organização e adicionar novas soluções ofensivas, essa reentrada poderá ser vista menos como uma mudança drástica e mais como uma continuidade interrompida brevemente.