Cineclube Audiovisão exibe filmes raros com trilha sonora ao vivo da banda Rua do Absurdo

Projeto gratuito da Casa Lontra realiza sessão neste sábado (6), no Recife, unindo cinema experimental e música em tempo real, com apoio do Funcultura e da Lei Paulo Gustavo.

O Cineclube Audiovisão, projeto gratuito da Casa Lontra (@casa.lontra) que une cinema experimental e música ao vivo, segue sua terceira temporada neste sábado, 6 de setembro, às 18h. O evento tem a proposta de transformar filmes raros e experimentais em experiências sensoriais com as trilhas sonoras executadas ao vivo. Desta vez, quem toca é a banda Rua do Absurdo. 

Os filmes escolhidos da rodada são: Tusalava, de Len Lye (1929, UK – 11 min); Lightplay: Black White Gray, de László Moholy-Nagy (1930 – AL – 6 min); Le Vampire, de Jean Painlevé (1945, FR – 9 min); e Dique, de Adalberto Oliveira (2012, Pernambuco – 19 min). As películas estrangeiras foram cedidas pelo Institute of Incoherent Cinema (IOIC – Suíça).

A proposta do Cineclube Audiovisão é provocar encontros entre o ver, o ouvir e o sentir, criando uma atmosfera de experimentação audiovisual em tempo real. Idealizado pela equipe da Casa Lontra — formada por Beatriz Arcoverde, Beatriz Baggio, Vitor Maciel e Thelmo Cristovam —, o projeto parte do conceito de audiovisão do pesquisador francês Michel Chion, unindo imagem, som e vibração como experiência estética compartilhada. 

A Casa Lontra é um espaço independente que se consolidou como polo nacional de arte sonora e experimentação e já realizou mais de cem apresentações de música ao vivo, oficinas, mostras e atividades culturais. Fica na Rua Bispo Cardoso Ayres, 72, no bairro da Boa Vista, no centro do Recife. 

O Cine Audiovisão conta com apoio do Funcultura, da Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Cultura de Pernambuco e do Ministério da Cultura do Governo Federal.

Os filmes – A escolha dos filmes foi feita com o propósito de dialogar com o processo criativo do novo álbum “Canções de Quebra-Mar”, da Rua do Absurdo. O disco é o resultado de uma imersão de dois anos no litoral de Olinda e está orientado a uma perspectiva ecológica em que a paisagem assume o protagonismo das canções. 

O filme “Dique”, de Adalberto Oliveira, se conecta intimamente com a essência do álbum, apresentando a mesma paisagem e aprofundando o olhar da banda sobre o presente.

Os outros filmes servem como parte da narrativa do álbum. Juntos, eles guiarão o público por uma viagem que vai da especulação sobre o tempo profundo da Terra até a atual destruição no litoral de Olinda, em busca de mundos possíveis diante da desertificação do Antropoceno.

Rua do Absurdo – A Rua do Absurdo surgiu em Pernambuco em 2009, formada por Caio Lima, Hugo Medeiros e Yuri Pimentel. Com um som minimalista, polifônico e experimental, que confunde a hierarquia entre instrumentos e dialoga com o samba, o minimalismo, o free jazz e o rock, o grupo rapidamente se destacou na cena musical. Lançou três álbuns — Do Absurdo (2011), Limbo (2014) e Queda (2020) —, recebendo elogios da crítica e do público, além de reconhecimento em trilhas sonoras e festivais em todo o Brasil. Após um hiato de seis anos sem lançamentos e shows, a banda retoma atividades e prepara o álbum “Canções de Quebra-Mar”.

Serviço

Cine Audiovisão – 3ª temporada

Sábado, 6 de setembro, às 20h | a casa abre às 18h

Rua Bispo Cardoso Ayres, 72 – Boa Vista, Recife

Entrada gratuita

Redação

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