Disputa pelo Senado em Pernambuco ganha novo cenário com cinco candidatos competitivos Entrada de Mendonça Filho na corrida amplia a concorrência pela centro-direita e torna a eleição para o Senado ainda mais indefinida, com nomes ligados aos grupos de Raquel Lyra e João Campos disputando as duas vagas em 2026
Entrada de Mendonça Filho na corrida amplia a concorrência pela centro-direita e torna a eleição para o Senado ainda mais indefinida, com nomes ligados aos grupos de Raquel Lyra e João Campos disputando as duas vagas em 2026

Informações do JC
O desfecho da escolha da chapa para o Senado no palanque da governadora Raquel Lyra, produziu algo que não se via em Pernambuco: o lançamento de cinco fortes candidatos ao Senado, quatro – como era previsível – nos palanques dos candidatos a governador João Campos e Raquel e um avulso, o deputado federal Mendonça Filho, filiado ao PL. Como seu partido não tem candidato a governador, ele vai disputar avulso, nomenclatura criada para identificar candidatos à Câmara Alta que não contam com uma cabeça de chapa.
Sem a possível candidatura de Mendonça, que ia disputar mandato de deputado federal, já se tinha como certo que, além da possibilidade da governadora Raquel Lyra eleger seus dois senadores em função de estar bem avaliada e da eleição para o Senado ter muito a ver com o governador, nos meios políticos e entre cientistas dedicados ao assunto crescia a convicção de que, em função da popularidade do presidente Lula era provável que o senador Humberto Costa se reelegesse acompanhado de um nome de centro-direita que seria Eduardo da Fonte.
Apesar das dificuldades que enfrenta um candidato ao Senado descolado de um postulante ao Governo do Estado, agora a centro-direita passa a ter mais um representante, o que pode prejudicar Eduardo da Fonte. Ontem um deputado estadual entendido do assunto, disse a este blog, pedindo off, que “também pode acontecer de Mendonça e Dudu da Fonte ao dividirem a preferência na direita acabarem beneficiando a candidata Marília Arraes. Antes disso era certo que a direita elegeria um senador, agora não é mais”.
Nos corredores da Alepe já se apostava que, após a convenção de Raquel, o seu candidato ao Senado na centro-direita, fosse Miguel Coelho ou Eduardo da Fonte, assumiria o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto atrás de Marília Arraes. Embora a eleição do Senado só costume ficar mais clara em pesquisas nos últimos dias da campanha, a dança de cadeiras antes disso pode animar mas também desanimar alguns pretendentes que em outras circunstâncias estariam mais confiantes. Agora é pagar pra ver.
Armando com Mendonça
Antes mesmo de ter manifestado aos parentes o desejo de ser candidato ao Senado, Mendonça vinha recebendo incentivos do ex-senador Armando Monteiro Neto, hoje filiado ao Podemos e que estava na convenção da governadora Raquel Lyra. Além de acreditar no potencial do deputado, Armando era o candidato a governador em 2018 quando Mendonça disputou o Senado a seu lado e perdeu para Jarbas Vasconcelos por pouco mais de 120 mil votos. O ex-senador teve papel importante para que o Podemos se engajasse na campanha de Mendonça, embora o partido também vá apoiar Eduardo da Fonte.
Bolsonarismo unido?
Com o apoio de Anderson Ferreira e Gilson Machado, que romperam relações políticas apesar de serem bolsonaristas, Mendonça pode fazer o que se considerava impensável até agora que é unir o bolsonarismo pernambucano em torno de sua postulação, o que vai favorecer a campanha do candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro.

