Elefante relembra antigos carnavais em Arrastão do Frevo no Centro do Recife

 Elefante relembra antigos carnavais em Arrastão do Frevo no Centro do Recife

Clube carnavalesco Elefante de Olinda animou primeiro Arrastão do Frevo de 2018, no Recife (Foto: Thays Estarque/G1)

Criado em 1952, o tradicional clube carnavalesco Elefante de Olinda recordou os antigos carnavais durante o primeiro Arrastão do Frevo de 2018, neste domingo (7). Promovido pelo Paço do Frevo, o cortejo, que teve início no Marco Zero do Recife e seguiu até o espaço, localizado na área central da capital pernambucana, reuniu famílias e gerações de foliões ao som dos grandes clássicos.

O Arrastão do Frevo acontece todo primeiro domingo de cada mês. Este, em especial, cumpriu a missão de dar o gostinho do que o folião pode esperar daqui a um pouco mais de 30 dias.

“É um prazer reviver os carnavais de outrora. Um carnaval para família, com paz, com todos cantando os hinos escritos por nossos grandes compositores. É muito lindo mostrar e ver que essa cultura do carnaval tradicional ainda permanece tão forte no nosso estado”, comentou o presidente do Elefante de Olinda, João Trindade.

Com passistas e orquestra de frevo, o cortejo percorreu o Bairro do Recife em um trajeto de quase 300 metros de pura animação. Foliões fizeram entoar pelas ruas hinos como o do Elefante de Olinda. Confete, serpentina e fantasias também não faltaram.

Turistas Robson Antunes e Izabel Zanon contaram que ficaram encantados com o carnaval de Pernambuco (Foto: Thays Estarque/G1)

Turistas Robson Antunes e Izabel Zanon contaram que ficaram encantados com o carnaval de Pernambuco (Foto: Thays Estarque/G1)

Encantado com o cortejo, o turista Robson Antunes, de 41 anos, era só elogios ao carnaval de Pernambuco. Segundo ele, esse tipo de festa está cada vez mais difícil de encontrar. “Eu sou de São Paulo e lá mesmo não tem mais isso. Estamos muito contentes de estar vendo e brincando esse carnaval”, comenta ao dizer, ao lado da mãe, Izabel Zanon, de 62 anos, que em Recife já é carnaval.

Vestida com cores exuberantes e graciosas plumas, a promotora de eventos Marcela Fernandes concorda com Robson. Assumidamente apaixonada pela folia da festa de Momo, ela contou que espera o ano todo por esse momento. “Eu me transformo no carnaval, fico mais feliz. É tão bom brincar carnaval de rua”.

Vestida com cores exuberantes e graciosas plumas, a promotora de eventos Marcela Fernandes conta que espera o ano todo para dançar o frevo (Foto: Thays Estarque/G1)

Vestida com cores exuberantes e graciosas plumas, a promotora de eventos Marcela Fernandes conta que espera o ano todo para dançar o frevo (Foto: Thays Estarque/G1)

As pequenas Luiza, de 6 anos, e Maria Clara, de 8 anos, não desgrudavam da ala de passistas de frevo. “A gente ama o carnaval. Viemos vestidas de unicórnio para brincar”, contou Maria Clara, toda orgulhosa.

A brincadeira era monitorada de perto pela mãe de Luiza. “Elas já estão aprendendo a gostar da festa. Para nós, mães, é uma alegria ver as novas gerações mantendo essa tradição tão boa”, disse Juliana Souza, de 31 anos.

Maria Clara [esq.], de 8 anos, e Luiza, de 6 anos, aproveitaram o primeiro Arrastão do Frevo de 2018 (Foto: Thays Estarque/G1)

Maria Clara [esq.], de 8 anos, e Luiza, de 6 anos, aproveitaram o primeiro Arrastão do Frevo de 2018 (Foto: Thays Estarque/G1)

Lá trás, garantindo o ritmo do frevo, o mestre China do Trompete, responsável pela orquestra do clube, não escondia a felicidade de poder tocar, mais uma vez, as notas que fazem o carnaval de Pernambuco ser considerado um dos melhores do mundo.

“É uma satisfação, é gostoso demais poder tocar os hinos do carnaval. Isso é mais forte que a gente. O sangue do pernambucano é frevo pura e relembrar esse tipo de carnaval faz bem demais”, concluiu.

Fonte: G1

Edição PE NEWS: Geibson Almeida.

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