Mudanças à vista: Senado contará com 40 novos integrantes e 14 senadores reeleitos em 2027
As eleições realizadas no último domingo (4) resultaram na escolha de 54 dos 81 senadores que ocuparão suas cadeiras nos próximos oito anos. Dentre essas, 40 posições foram renovadas, representando 74% das vagas disponíveis, enquanto os demais senadores conseguiram se reeleger.
Entre os 32 senadores que buscavam um novo mandato, somente 14 tiveram sucesso, o que resulta em uma taxa de reeleição de 43,7%. A expectativa por uma renovação considerável já era evidente antes da votação, pois 13 dos titulares das cadeiras em disputa não concorriam e outros nove se candidataram a diferentes cargos ou participaram como suplentes.
O resultado das urnas acentuou essa renovação, com a derrota de 18 dos 32 senadores que almejavam continuar no cargo. Os reeleitos são: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
A próxima eleição em 2026 traz um cenário semelhante ao de 2018, quando também houve a participação de 32 senadores em busca de continuidade no Senado. Na ocasião anterior, apenas oito conseguiram ser reeleitos e a renovação atingiu um percentual mais elevado, com 46 das 54 cadeiras sendo ocupadas por novos rostos, totalizando uma taxa de renovação de 85,19%. Para este pleito de 2026, a taxa de reeleição foi maior e a renovação ficou abaixo dessa marca.
Vale lembrar que as outras 27 cadeiras do Senado não estavam em jogo nesta eleição, pois foram preenchidas na votação de 2022 e possuem mandatos até janeiro de 2031. No entanto, algumas dessas cadeiras passarão por mudanças no próximo ano: Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno em suas respectivas disputas estaduais.
O sistema eleitoral do Senado brasileiro é alternado a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e na seguinte um terço — o que explica o fato de apenas 54 das 81 cadeiras estarem em disputa neste último pleito.
Fonte: Agência Senado
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