Paulo Câmara deve deixar presidência do Banco do Nordeste após decisão do STF e Lei das Estatais

Ex-governador de Pernambuco comandava o BNB desde março de 2023, mas sua permanência perdeu respaldo legal. Conselho do banco terá até 30 dias para convocar nova eleição.

 Paulo Câmara deve deixar presidência do Banco do Nordeste após decisão do STF e Lei das Estatais Ex-governador de Pernambuco comandava o BNB desde março de 2023, mas sua permanência perdeu respaldo legal. Conselho do banco terá até 30 dias para convocar nova eleição.

Saída de Paulo Câmara do BNB – Foto: Reprodução

O cenário político e institucional em torno do Banco do Nordeste (BNB) vive dias de tensão, pois o ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, atual presidente da instituição, deve deixar o comando nos próximos dias. A confirmação da saída veio do secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, que reforçou que a decisão é consequência direta do descumprimento da Lei das Estatais e de determinação já tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Câmara, que já ocupou a vice-presidência nacional do PSB, assumiu a presidência do BNB em março de 2023, uma vez que uma liminar suspendeu a quarentena partidária imposta pela legislação. A medida, no entanto, caiu em dezembro do mesmo ano. Desde então, o prazo para sua saída se estendeu até 27 de agosto, mas a permanência foi mantida com base em um artigo do estatuto do banco, o qual prevê a prorrogação do mandato até a posse da nova diretoria. A legislação, porém, é clara: o conselho do BNB tem até 30 dias para convocar eleições, o que indica que a mudança será inevitável e deve ocorrer em breve.

À frente do banco, Câmara implementou programas de microcrédito com juros reduzidos, alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo objetivo era estimular o empreendedorismo popular, sobretudo entre beneficiários do Bolsa Família, em especial nas regiões Norte e Nordeste, incluindo o comércio e o desenvolvimento do interior.

Apesar das críticas à sua permanência no cargo após a derrubada da liminar, aliados do governo destacam que a experiência de Câmara ajudou a fortalecer o papel social do banco, enquanto contribuía para o combate às desigualdades regionais.

Redação

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