
Informações do JC
Mesmo partido da governadora Raquel Lyra, o PSD, que tem a maior bancada de deputados estaduais da base de apoio do Governo na Assembleia com nove componentes, deve definir nos próximos dias o seu candidato a presidente do Legislativo para o biênio 2027/2028. O escolhido sairá do grupo de quatro deputados que manifestaram o desejo de ocupar o cargo : Antonio Moraes, o decano da casa eleito pela oitava vez, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Aglaison Victor, que foram reeleitos este ano para o segundo mandato a ser iniciado em fevereiro de 2027.
Depois que o PSD definir seu candidato a presidente começarão as articulações no bloco governista para a escolha do candidato a 1ª secretário, o segundo mais importante da casa. Pelo tamanho das bancadas é provável que o nome saia da Federação União Progressista, que elegeu oito deputados ou do Podemos, que elegeu seis parlamentares. Depois desses há dois cargos também cobiçados: o de 1º vice-presidente e o de 2º secretário.
Também são importantes as presidências das principais comissões do Poder Legislativo: a de Legislação e Justiça, a de Finanças e a de Administração. Não está definido ainda que cargos da mesa serão ocupados por partidos oposicionistas como o PSB com nove deputados. Em seguida tem a Federação Brasil da Esperança que inclui PT, PV e PCdoB, com oito componentes. Esta Federação tem também nove deputados mas está dividida. No momento quatro dos eleitos apoiam Raquel e cinco são de oposição. Na composição da mesa a oposição costuma ter participação, mas pelo menos no começo do quadriênio, como é o caso de 2027, os deputados oposicionistas não são eleitos para presidente ou 1º secretário.
O ano de 2023 foi uma exceção pois a governadora acabara de ser eleita e foi surpreendida por um movimento articulado antes de sua posse que garantiu a presidência ao deputado Álvaro Porto, que era de sua base mas acabou rompendo com o Palácio, a 1ª vice ficou com o deputado do PSB, Aglailson Victor, que hoje é governista, e o 1º secretário foi o deputado Gustavo Gouveia, do Solidariedade, partido que na época era comandado por Marilia Arraes.
Nome mais forte
Embora não se possa adiantar definições sobretudo porque se trata do partido da governadora, comenta-se nos corredores da Assembleia que o nome mais forte, no momento, para disputar a presidência pelo PSD é o deputado Antonio Moraes. Moraes vem conversando com os colegas de bancada, com deputados de outros partidos da base e também com parlamentares da oposição que o têm procurado. Como o voto para eleição da mesa é secreto quanto mais apoio, mais força o pretendente passa a ter para conseguir vencer a eleição interna.
Justiça, Finanças e Administração
Quando reuniu sua base no dia seguinte ao primeiro turno, a governadora informou aos deputados que, além do comando da Alepe, deseja ter nas presidências das comissões de Justiça, Finanças e Administração deputados da base governista. Esse blog apurou que essas comissões devem ser presididas por deputados de confiança do Governo pois Raquel adiantou que não deseja mais a repetição dos problemas que enfrentou no primeiro mandato quando não só a presidência da Assembleia como essas comissões eram controladas por deputados oposicionistas que brecaram o andamento dos projetos do Executivo e até a aprovação da LOA de 2026. Sem falar na proposta de um processo de impeachment.
PT agradece a Raquel
O presidente nacional do PT Edinho Silva agradeceu a governadora Raquel Lyra que anunciou em vídeo a garantia de transporte gratuito no segundo turno da eleição. Ao Diario de Pernambuco ele afirmou: “ Acho que é um vídeo de uma estadista. É um vídeo de uma liderança que hoje, certamente, é uma das vozes mais potentes da política brasileira. Então quero registrar a minha gratidão. É um vídeo que sinaliza um posicionamento no campo democrático. É um vídeo de uma liderança preocupada não só com o futuro de Pernambuco mas com o futuro do nosso país”.
Pergunta que não quer calar
Quando vai estar definida a proposta de composição da nova mesa diretora da Alepe?






