Ricardo Vignini e O Gajo Unem Brasil e Portugal no Lançamento do Álbum “Terra Livre”

Encontro virtual resulta em disco colaborativo que quebra fronteiras musicais.
 Ricardo Vignini e O Gajo Unem Brasil e Portugal no Lançamento do Álbum “Terra Livre”

Foto: Divulgação

No próximo 1º de dezembro, os renomados violeiros Ricardo Vignini, representante da viola caipira brasileira, e João Morais, mais conhecido como “O Gajo“, expoente da viola campaniça portuguesa, lançam o aguardado álbum “Terra Livre“. Esse projeto, fruto de uma conexão virtual que transcendeu fronteiras, será apresentado ao público no palco do Red Star no dia 7 de dezembro.

O ano de 2022 testemunhou o encontro desses talentosos músicos por meio das redes sociais, uma sintonia que rapidamente evoluiu para uma colaboração musical consistente. Com mais de duas décadas de experiência cada, Ricardo e João decidiram transformar essa troca de ideias em um disco colaborativo que batizaram de “Terra Livre“.

O álbum, gravado nos estúdios Bojo Elétrico, em São Paulo, Brasil, e Toca do Gajo, em Lisboa, Portugal, é um território exploratório onde os artistas mesclam suas influências sem amarras. “Terra Livre” é mais que um conjunto de nove faixas inéditas; é um grito pela liberdade em um mundo permeado por intolerâncias, unindo as violas caipira e campaniça em uma viagem musical que cruza continentes e oceanos.

Cada faixa conta uma história única, desde “Corrosão”, uma homenagem à adolescência de Vignini, até “Rojão”, que remete aos festejos juninos do nordeste brasileiro. “Bandido“, por sua vez, é uma trilha sonora para quem se sente à margem da sociedade, uma experiência narrada em primeira pessoa por O Gajo.

Terra Livre” não apenas celebra a riqueza musical luso-brasileira, mas também apresenta uma proposta inovadora que transcende fronteiras e revela a essência da colaboração entre dois artistas ímpares.

Ficha técnica do álbum Terra Livre

Gravações em São Paulo: Estúdio Bojo Elétrico

Gravações em Lisboa: Estúdio Toca do Gajo

Mixagem e Masterização: Estúdio Bojo Elétrico

Capa: O Gajo

Lançamento Brasil/ Álbum “Terra Livre”

Artistas: Ricardo Vignini e O Gajo
Data: 1º de dezembro de 2023 /
Em todas as plataformas de música.

Lançamento Portugal / Álbum “Terra Livre”

Artistas: Ricardo Vignini e O Gajo
Data: fevereiro de 2024
O álbum será lançado digitalmente e em formato Vinil pela Lusitanian Music Publishing e distribuído digitalmente pela Level Up Music. O lançamento e distribuição do formato CD ficará a cargo da Rastilho Records.

Show Terra Livre de Ricardo Vignini e O Gajo

No dia 7 de dezembro, ao vivo, estas duas violas exploradoras e fortes representantes da cultura tradicional nos seus países, nas mãos de O Gajo e do Ricardo Vignini, levam para o palco do Red Star Studios no bairro de Pinheiros em São Paulo toda a sua bagagem cultural, a sua sonoridade característica e um repertório único reflexo da empatia musical que se tornou uma parceria inovadora.

Terra Livre de Ricardo Vignini e O Gajo

Red Star Studios

Rua Teodoro Sampaio, 512 – Pinheiros (400 metros da Estação Metrô Clínicas)

Tel. 11 2364-8533

Capacidade: 90 pessoas

Quinta-feira, 07 de dezembro, às 20h

Ingressos 40,00 (inteira) e 20,00 (meia)

Vendas online: Sympla ( https://www.sympla.com.br/evento/show-terra-livre-de-ricardo-vignini-e-o-gajo/2222026 )
Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 80 minutos

Local com acessibilidade

Estacionamento conveniado: Rua Teodoro Sampaio, 498

Preço: R$ 20,00

RICARDO VIGNINI

Ricardo Vignini é um violeiro diferenciado. Da raiz à antena o cara vai em todas. De Tião Carreiro a Jimi Hendrix nada escapa a esse endiabrado operário das dez cordas. Sempre em busca da originalidade através de variadas abordagens e performances, Vignini leva a viola brasileira para passear pelo mundo, testando os limites e possibilidades do instrumento de um jeito que vai além do usual. É um violeiro que não se encontra muito facilmente por aí, mesmo numa cena como a atual, cheia de bons especialistas.

Proativo e inquieto, seus trabalhos são inúmeros e sempre originais. Entre várias empreitadas musicais de variadas matizes, Vignini manteve um duo acústico “de raiz” com o grande e saudoso mestre violeiro Índio Cachoeira, a quem produziu e com quem tocou pelo mundo afora, além de ministrar, por muitos anos, um curso de viola muito prestigiado, em SP. Também mantém com o violeiro mineiro Zé Helder, outro duo bastante original, o “Moda de Rock”, que traduz para viola o repertório de grandes ícones do rock como Hendrix, Led Zeppellin, Stones, Black Sabbath, Iron Maiden, Pink Floyd, Ramones, AC DC, e com quem já dividiu o palco com grandes guitar heroes brasileiros como Pepeu Gomes e Robertinho do Recife, entre outros. (Sem esquecer de vez em quando, mandar um pout-pourri de Tião Carreiro, “pro pessoal saber que, antes de tocar aquilo tem que saber tocar isso”).

Como se não fosse pouco, Vignini ainda coloca, há muitos anos, suas dez cordas canhotas a serviço do “Matuto Moderno”, banda que veste vários gêneros “matutos” como a catira e a folia de reis, com arranjos de alto impacto, chegados ao pop, inclusive com o uso da viola eletrificada e outros babados. Aliás, é com a viola elétrica, ou “viola-guitarra” (nome que, para muitos do meio, já seria, por si só, um sacrilégio), que Vignini performa, no formato “power trio”, o ótimo “Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo”, um dos três CDs que ele produziu na pandemia, até agora. Os outros foram “Cubo” e “Reviola”, onde eu tenho a alegria de ter uma parceria com ele, a música “Moedão”, que não é a primeira porque, além disso tudo, Ricardo Vignini ainda compôs a música original e dividiu comigo a direção musical do curta-metragem “Toca Pra Diabo”, de 2013, escrito por mim e dirigido por João Velho. No meio disso tudo ainda grava com bastante gente, incluindo Lenine. E a coisa não para por aí, a discografia completa do sujeito ainda conta com vários trabalhos, seja com o Moda, o Matuto ou solos, como “Na Zoada do Arame”, “Rebento” e “Viola de Lata”. Para concluir vale dizer que, apesar de ser um estilista dedicado a evoluir um único instrumento, Ricardo Vignini é, na verdade, um artista múltiplo porque nas suas mãos a viola tem sete vidas. E vale por sete instrumentos.

Juca Filho, Set21

É proprietário do selo Folguedo, dedicado exclusivamente à música de viola.

https://ricardovignini.com.br/

O GAJO

Nasceu em Lisboa na primavera de 2016 pelas mãos de João Morais com o intuito de ligar a sua música à terra que o viu nascer, Portugal. É assim que surge a relação com a Viola Campaniça, um instrumento de raiz tradicional que faz parte da história centenária e cultural portuguesa.

É na região rural do Alentejo que João Morais conhece a Viola Campaniça mas a que traz para a cidade de Lisboa ganha novas tonalidades. Afasta-se da linguagem mais tradicional explorando caminhos mais contemporâneos, mantendo intacta a sua Portugalidade.

Em 2017 chega a gravação do primeiro disco “Longe do Chão”, em 2019 é a vez das “4 Estações do GAJO”, um disco quadripartido em 4 EP’s dedicados a 4 estações de comboio de Lisboa, em 2021 chega “Subterrâneos” em formato trio com a colaboração de 2 conceituados músicos da cena Jazz Portuguesa (Carlos Barretto no contrabaixo e José Salgueiro (percussão)

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