UFPE inicia obras de R$ 9,6 milhões no antigo prédio da Sudene, no Recife Recursos serão usados na reforma dos três primeiros pavimentos da Torre Norte do Edifício Celso Furtado, que receberá a sede do Parque Tecnológico e Científico da universidade
Recursos serão usados na reforma dos três primeiros pavimentos da Torre Norte do Edifício Celso Furtado, que receberá a sede do Parque Tecnológico e Científico da universidade

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) formalizou a ordem de serviço para o início das obras de implantação da sede física do seu Parque Tecnológico e Científico (Parque.TeC UFPE). O ato marcou a consolidação da infraestrutura de inovação e empreendedorismo da instituição, visando ampliar o suporte a startups, pesquisadores e empresas parceiras. O empreendimento conta com um aporte de R$ 9.638.642,60, captado pela universidade por meio do Edital nº 01/2021 do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (MCTI/Finep/FNDCT/CT – Verde Amarelo).
Os recursos serão aplicados na reforma e adaptação dos três primeiros pavimentos da Torre Norte do Edifício Celso Furtado (antiga sede da Sudene), na Zona Oeste do Recife. A estrutura abrigará salas destinadas ao desenvolvimento de startups, áreas de coworking, salas de reunião e o setor administrativo da Incubadora do Parque.TeC.
Além da sede do Parque.TeC, a UFPE trabalha na fase final dos projetos executivos para a ocupação de outros espaços do mesmo edifício. Com verbas também viabilizadas pela Finep, o subsolo receberá um laboratório maker, enquanto dois andares superiores serão recuperados para sediar o Centro de Bionegócios da Caatinga e o Instituto de Tecnologias Quânticas, dois centros temáticos focados em pesquisa aplicada.
Em maio de 2025, a universidade já havia informado a formação de um consórcio para concepção de estudos técnicos do retrofit do espaço (Finarq, Plantar Ideias, Urban System e Vieira Rezende Advogados), executando a elaboração de estudos de viabilidade, plano de negócios, diagnóstico jurídico e urbanístico e outras etapas.
A proposta é transformar os mais de 62 mil metros quadrados de área construída em um novo polo de conhecimento e desenvolvimento regional, sem deixar de lado a memória de um prédio antes símbolo de planejamento estratégico no Nordeste.
Pelo projeto estruturado pela UFPE, o prédio está dividido em duas lâminas (norte e sul). No caso da área norte, deverão ser instaladas startups que atualmente já funcionam no campus da universidade.
Além disso, na chamada lâmina sul, a ideia é fechar parcerias para ocupação do espaço pensando em rentabilidade para sobrevida da edificação. Inicialmente, a universidade também previa a construção de um novo restaurante universitário. O projeto também respeita o legado arquitetônico do local. O prédio principal, com duas torres de 13 andares, foi desenhado com linhas modernistas e conta com paisagismo de Burle Marx.
Construído em 1974, o Complexo foi sede da Sudene o início dos anos 2000, quando passou a integrar o patrimônio da União. Sendo novamente anfitrião da superintendência a partir de 2007, passou a abrigar também outras instituições públicas. Em 2017, foi doado à UFPE com encargo de uso educacional, científico e institucional.

