“Congresso inicia 2022 focado no caso Master e nas eleições”
O Congresso Nacional retoma os trabalhos na próxima segunda-feira (2) em meio ao avanço dasinvestigações do caso do Banco Master e à proximidade do calendário eleitoral, fatores que devem influenciar a agenda legislativa neste semestre.
Nesta quarta (28), há uma reunião de líderes da Câmara, na casa do presidente Hugo Motta (Republican os-PB).
O caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades com possíveis desdobramentos políticos e institucionais, deve continuar no centro das atenções de deputados e senadores.
A expectativa é de que o assunto avance tanto no campo judicial quanto no legislativo. Parlamentares da oposição devem explorar o tema como forma de pressão política.
A criação e a instalação dos dois colegiados dependem dos presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Contudo, os próprios defensores dos pedidos afirmam que uma parte dos parlamentares resiste à instalação dos colegiados. Além disso, o calendário de um ano eleitoral também pode dificultar o avanço dos trabalhos no Congresso.
Enquanto não há decisão tomada sobre o assunto, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado se adiantou com a criação de um grupo de trabalho sobre o caso Master.
A intenção do presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), é fazer a instalação no dia 4 de fevereiro.
O grupo de trabalho poderá convocar autoridades e pessoas investigadas, solicitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas relacionadas ao assunto. A comissão não terá poderes para quebrar sigilos bancário, fiscal ou telefônico.
Ano eleitoral afeta ritmo das votações
Com a aproximação das eleições, o Congresso entra em um período tradicionalmente marcado por maior cautela nas votações.
Projetos com impacto direto sobre o eleitorado, como propostas nas áreas social, econômica e de segurança pública, tendem a ganhar prioridade. Propostas consideradas polêmicas devem ficar de fora da pauta de votações.
Parlamentares que disputarão cargos eletivos devem se deslocar para seus estados de origem com maior frequência durante os meses que antecedem o pleito eleitoral, o que pode afetar o quórum em sessões de votação.
O governo tem dado bastante atenção para as eleições no Congresso, principalmente no Senado, que desempenha funções centrais.
Neste ano, cada estado terá direito a eleger dois senadores. Ao todo, serão 54 cadeiras em competição — o que equivale a dois terços da Casa.
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