Defesa de Bolsonaro solicita ao STF autorização para nova cirurgia no ombro Advogados pedem a Alexandre de Moraes liberação para procedimento nos dias 24 ou 25 após ex-presidente relatar dores persistentes e limitação funcional no ombro direito
Advogados pedem a Alexandre de Moraes liberação para procedimento nos dias 24 ou 25 após ex-presidente relatar dores persistentes e limitação funcional no ombro direito

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito. O procedimento pode ocorrer na próxima sexta-feira (24) ou no sábado (25), segundo os advogados, que apontam dores contínuas e perda de função na região.
Quadro clínico e indicação cirúrgica
De acordo com a defesa, Bolsonaro enfrenta um quadro de dor persistente e incapacidade funcional, mesmo após tratamento conservador. Ele também precisa fazer uso diário de medicamentos para controle da dor.
“O exame físico e os exames de imagem indicam lesão de alto grau do tendão do supraespinhal, com retração importante, comprometimento do terço superior do tendão do subescapular, subluxação da cabeça longa do bíceps e lesões associadas, contexto em que foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas, por via artroscópica, de acordo com Relatório Médico realizado pelo Dr. Alexandre Firmino Paniago, datado de 14/04/2026”, aponta a defesa.
Pedido inclui todas as etapas do tratamento
No pedido encaminhado ao STF, os advogados requerem autorização não apenas para a cirurgia, mas também para todas as fases relacionadas ao procedimento.
A solicitação inclui a liberação de “todos os atos médicos preparatórios, pré-operatórios, internação, realização do procedimento, pós-operatório e reabilitação correlata diretamente vinculados ao tratamento cirúrgico indicado”.
Histórico recente de saúde
No fim de março, Bolsonaro obteve prisão domiciliar humanitária por 90 dias, concedida por Moraes, após receber alta hospitalar. A medida teve como objetivo permitir a recuperação do ex-presidente.
No mês anterior, ele foi diagnosticado com “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa” e permaneceu internado em tratamento intensivo por cerca de duas semanas.




